27 agosto 2008
08 agosto 2008
07 agosto 2008
Bons conselhos, vá, muito bons conselhos
Exame Visual
No exame visual são analisadas as características de limpidez e de cor... comece por olhar..., se possível a uma luz consideravelmente boa... pode aliviar um pouco a sua tarefa... segurando-o na vertical e olhando-o ao nível dos olhos.
Exame Olfactivo
O exame olfactivo é composto pela análise da intensidade, da qualidade e pela caracterização do cheiro. Antes de aproximar o nariz ... deve-se olhar primeiro. Nesta fase deverá começar por agitar... O principal objectivo desta operação é arejar...para permitir que...liberte os seus compostos voláteis (cheiros e aromas). Posteriormente aproxime o nariz...e aspire. De seguida, agite novamente... em círculo, aproxime ainda mais o nariz aspire mais profundamente. Algumas pessoas consideram que uma inalação profunda é mais eficaz do que várias aspirações curtas e rápidas, portanto o melhor será recorrer à técnica que se adequar melhor a si.
Exame Gustativo
No exame gustativo é analisada a intensidade, a qualidade, o equilíbrio e a persistência... Tome um gole generoso, mas sem ficar com a boca tão cheia que lhe provoque o reflexo de engolir imediatamente. Saboreie os gostos... lentamente dentro da boca de modo a permitir que ele atinja todas as papilas gustativas. Em seguida, se estiver à vontade para isso, entreabra os lábios e sorva um pouco de ar. Esta acção, ainda que ruidosa, areja... tal como a anterior rotação... desde o fundo da sua boca até ao bolbo olfactivo (o órgão que se localiza no alto e na base do nariz). Quando sentir que captou uma imagem dos sabores e do sentido... engula-o ou cuspa. Resta então, apreciar o travo final que permanece na boca durante alguns segundos e que normalmente é muito agradável.
É a combinação de todos estes factores que determina a apreciação final...
Temperatura
A temperatura...tem uma função preponderante nas suas qualidades organolépticas.
Há determinadas temperaturas que não nos permitem tirar o melhor partido... Por exemplo os aromas e o bouquet permanecem exaltados...No que concerne ao sabor, temperaturas muito baixas... adormecem o paladar. Assim, a melhor forma de avaliar a temperatura... é, inequivocamente, o recurso a um termómetro específico.
No Inverno, quando pretender obter a temperatura ideal..., pode colocá-lo com antecedência na sala.... Se pretender acelerar este processo, recorra ao pano molhado em água quente... No entanto, se a escolha recaiu sobre um ... branco jovem deverá mantê-lo dentro de um balde...
Este texto é sobre vinhos senhores, sobre vinhos.
Texto completo tirado daqui Uma prova de vinho deve basear-se em três factores primordiais: o aspecto, o cheiro e o paladar.
OBS: Parece-me perfeito para ser aplicado em seres humanos, também.
No exame visual são analisadas as características de limpidez e de cor... comece por olhar..., se possível a uma luz consideravelmente boa... pode aliviar um pouco a sua tarefa... segurando-o na vertical e olhando-o ao nível dos olhos.
Exame Olfactivo
O exame olfactivo é composto pela análise da intensidade, da qualidade e pela caracterização do cheiro. Antes de aproximar o nariz ... deve-se olhar primeiro. Nesta fase deverá começar por agitar... O principal objectivo desta operação é arejar...para permitir que...liberte os seus compostos voláteis (cheiros e aromas). Posteriormente aproxime o nariz...e aspire. De seguida, agite novamente... em círculo, aproxime ainda mais o nariz aspire mais profundamente. Algumas pessoas consideram que uma inalação profunda é mais eficaz do que várias aspirações curtas e rápidas, portanto o melhor será recorrer à técnica que se adequar melhor a si.
Exame Gustativo
No exame gustativo é analisada a intensidade, a qualidade, o equilíbrio e a persistência... Tome um gole generoso, mas sem ficar com a boca tão cheia que lhe provoque o reflexo de engolir imediatamente. Saboreie os gostos... lentamente dentro da boca de modo a permitir que ele atinja todas as papilas gustativas. Em seguida, se estiver à vontade para isso, entreabra os lábios e sorva um pouco de ar. Esta acção, ainda que ruidosa, areja... tal como a anterior rotação... desde o fundo da sua boca até ao bolbo olfactivo (o órgão que se localiza no alto e na base do nariz). Quando sentir que captou uma imagem dos sabores e do sentido... engula-o ou cuspa. Resta então, apreciar o travo final que permanece na boca durante alguns segundos e que normalmente é muito agradável.
É a combinação de todos estes factores que determina a apreciação final...
Temperatura
A temperatura...tem uma função preponderante nas suas qualidades organolépticas.
Há determinadas temperaturas que não nos permitem tirar o melhor partido... Por exemplo os aromas e o bouquet permanecem exaltados...No que concerne ao sabor, temperaturas muito baixas... adormecem o paladar. Assim, a melhor forma de avaliar a temperatura... é, inequivocamente, o recurso a um termómetro específico.
No Inverno, quando pretender obter a temperatura ideal..., pode colocá-lo com antecedência na sala.... Se pretender acelerar este processo, recorra ao pano molhado em água quente... No entanto, se a escolha recaiu sobre um ... branco jovem deverá mantê-lo dentro de um balde...
Este texto é sobre vinhos senhores, sobre vinhos.
Texto completo tirado daqui Uma prova de vinho deve basear-se em três factores primordiais: o aspecto, o cheiro e o paladar.
OBS: Parece-me perfeito para ser aplicado em seres humanos, também.
06 agosto 2008
Como é, como agir, quando fugir
Eu gostava de ter um manual de intruções, completo. O meu manual de intruções.
Pouparia imensas pessoas e poupar-me-ia de outras tantas.
Se alguém questionasse as minhas capacidades ou de que matéria sou feita, entregava a minha ficha técnica e voila;
Se algo se quebrasse ou entortasse, haveria um manual de corta de cose ou monta e cola, e pufh! Como nova!
Em dias menos bons, distribuiria a minha ficha de segurança e estariam a salvo.
Pouparia imensas pessoas e poupar-me-ia de outras tantas.
Se alguém questionasse as minhas capacidades ou de que matéria sou feita, entregava a minha ficha técnica e voila;
Se algo se quebrasse ou entortasse, haveria um manual de corta de cose ou monta e cola, e pufh! Como nova!
Em dias menos bons, distribuiria a minha ficha de segurança e estariam a salvo.
01 agosto 2008
Às Mulheres (e aos homens)
Estas de quem gosto na blogosfera:
À Caos, à Vanus, à Purita, à Mlee, à Min, à Maria Manuela, à Hothotheart, à Ariana Luna, à F Word, à M&M
E estas, na vida real:
Amigas de Sempre à Manu, à Carla, à Ana, à Lena.
28 julho 2008
Levanta-te que eu já te apanho
As mulheres são muito duras umas com as outras.
A dureza no seu pior.
Pode ser tão duro como violento. É sabendo o ponto fraco da outra, que se atinge o ponto alto da agressão.
Nunca haverá uma mulher perfeita enquanto houver outra mulher para lhe apontar o dedo.
Lutam umas com as outras, por tudo e por nada. Por tudo, vezes o nada. Criticam-se, humilham-se, apontam-se, acusam-se, odeiam-se, esgotam-se, provocam-se.
Quase sempre gratuitamente. Ou a troco de merda nenhuma. Pior ainda quando é, a troco de "um merdas qualquer".
(Quem é que falou em solidariedade, sabedoria e sensibilidade feminina?)
A dureza no seu pior.
Pode ser tão duro como violento. É sabendo o ponto fraco da outra, que se atinge o ponto alto da agressão.
Nunca haverá uma mulher perfeita enquanto houver outra mulher para lhe apontar o dedo.
Lutam umas com as outras, por tudo e por nada. Por tudo, vezes o nada. Criticam-se, humilham-se, apontam-se, acusam-se, odeiam-se, esgotam-se, provocam-se.
Quase sempre gratuitamente. Ou a troco de merda nenhuma. Pior ainda quando é, a troco de "um merdas qualquer".
(Quem é que falou em solidariedade, sabedoria e sensibilidade feminina?)
27 julho 2008
Levanta-te e anda
As mulheres são muito duras umas com as outras.
A dureza pela positiva, em que uma faz de espada a outra faz de escudo.
Ou as duas de espada.
Raramente as duas de escudo, na mesma causa.
Exigem igual desempenho.
É uma espécie de "levanta-te e anda", entre a que sabe, porque o faz ou fez, e a que sabe mas que ainda não tentou.
Há uma vigília silenciosa, só para saber se vai tudo bem.
Solidariedade, sabedoria e sensibilidade feminina.
A dureza pela positiva, em que uma faz de espada a outra faz de escudo.
Ou as duas de espada.
Raramente as duas de escudo, na mesma causa.
Exigem igual desempenho.
É uma espécie de "levanta-te e anda", entre a que sabe, porque o faz ou fez, e a que sabe mas que ainda não tentou.
Há uma vigília silenciosa, só para saber se vai tudo bem.
Solidariedade, sabedoria e sensibilidade feminina.
21 julho 2008
16 julho 2008
O meu "Anjo Urbano"
Declaro, hoje, tréguas às cabeleireiras(os).
Melhor, rendo-me a estes senhores Anjos Urbanos.
Este nome assenta-lhes bem. Homens e mulheres cheios de tatuagens, piercings e com as cabeças rapadas. O olhar é meigo.
O "anjo" que me calhou, fez-me feliz, era um homem. Mas os anjos não têm sexo. É pena. Era menina para lhe escrever uma carta de amor.
Ameaçou fazer-me um penteado aborígene, retalhou-me o cabelo todo, e desta vez, não tive pena alguma. Fiquei o resto do dia com um sorriso parvo estampado no rosto, e uma vontade enorme de conquistar a metade do mundo que me falta.
Por falar em sorrisos e não são "emprestados".
A minha caixa de correio também continha sorrisos.
Obrigada.
Há pessoas que aparecem do nada para mudar quase tudo. Certo é, que nunca o chegarão a saber, mesmo que nos esforcemos para lhes explicar, mas nunca da forma como nós o sentimos.
15 julho 2008
Riu piu piu pardais a voar
Então cá vai o desabafo, antes que me faça velha com o que me apoquenta:
Meu caro Luís é a ti mesmo a quem vou por as culpas.
(Tem paciência mas ficas bem neste quadro).
Parte I
Luís (ao telefone)- Então miúda estás boa?
Eu - Olá Luís, bem obrigada, há muito que não me ligavas! Há novidades?
Luís - Nada de especial, só para saber como estás e lembrar-te que o teu carro está com 42.000 km, que deves ir à revisão dos 40.000 e que vais levar um raspanete por eu não te ter lembrado que também não fizeste a revisão dos 20.000 km. Desculpa.
Parte II
Luís (ao telefone)- Olá estás boa?
Eu - Sim. Tudo em ordem. Então que me contas?
Luis - Hummmm... eu...pois... eu já te deveria ter ligado antes a avisar...hummm... sabes... aquele armário pelo qual pagaste uma pipa de massa, que vai ser uma sapateira mas que tu não querias que tivesse aspecto de sapateira... hummm...e que até mandaste fazer noutra madeira e cor.... vais odiá-la. Desculpa, eu deveria ter-te avisado, vai ficar mesmo com cara de sapateira.
Pronto(s) a culpa é do Luis.
Meu caro Luís é a ti mesmo a quem vou por as culpas.
(Tem paciência mas ficas bem neste quadro).
Parte I
Luís (ao telefone)- Então miúda estás boa?
Eu - Olá Luís, bem obrigada, há muito que não me ligavas! Há novidades?
Luís - Nada de especial, só para saber como estás e lembrar-te que o teu carro está com 42.000 km, que deves ir à revisão dos 40.000 e que vais levar um raspanete por eu não te ter lembrado que também não fizeste a revisão dos 20.000 km. Desculpa.
Parte II
Luís (ao telefone)- Olá estás boa?
Eu - Sim. Tudo em ordem. Então que me contas?
Luis - Hummmm... eu...pois... eu já te deveria ter ligado antes a avisar...hummm... sabes... aquele armário pelo qual pagaste uma pipa de massa, que vai ser uma sapateira mas que tu não querias que tivesse aspecto de sapateira... hummm...e que até mandaste fazer noutra madeira e cor.... vais odiá-la. Desculpa, eu deveria ter-te avisado, vai ficar mesmo com cara de sapateira.
Pronto(s) a culpa é do Luis.
14 julho 2008
Riu piu piu pardais ao ninho
Que bem que sabe esta "merdinhanha" da liberdade, e do fazer o que se quer (que não é liberdade) e o poder, e o fazer, e melhor, o poder fazer com toda a liberdade. E somos rainhas e senhoras do nosso meio mundo.
Pois claro. E quando é preciso por as culpas em alguém, nada. Ficamos com elas. Lá está, nem isto para partilhar.
Pois claro. E quando é preciso por as culpas em alguém, nada. Ficamos com elas. Lá está, nem isto para partilhar.
06 julho 2008
A não vontade
Não é fuga.
Não é falta do que escrever.
Não é falta do que partilhar.
A culpa é da vontade.
A imensa e egoísta falta de vontade de partilha.
"Tenho medo que a liberdade se torne um vício"
In Rio das Flores - Miguel Sousa Tavares
Não é falta do que escrever.
Não é falta do que partilhar.
A culpa é da vontade.
A imensa e egoísta falta de vontade de partilha.
"Tenho medo que a liberdade se torne um vício"
In Rio das Flores - Miguel Sousa Tavares
27 junho 2008
25 junho 2008
Terapia de choque
Se és aclofóbico*, vai para praia de Leça da Palmeira todos os Domingos.
Se és afefóbico*, vai ao baile de São João a Miragaia.
Se és enofóbico*, sai com os amigos e exige que cada um leve uma garrafa de vinho e a noite só termina com a última gota bebida.
Se és homofóbico*, vai até ao Bar Lusitano todos os Sábados.
Se és lacanofóbico*, vai almoçar ao vegetariano e jantar sushi.
Se és licerefóbico*, envia o CV para a empresa onde eu trabalho.
Se és parasitofóbico*, agarra-te a todos os cães vadios que encontrares na rua.
Nenhuma destas fobias sou eu.
Depois de devidamente identificado e testemunhado o meu "medo", ainda sem nome no glossário das fobias, sou a próxima candidata à terapia de choque.
*
Aclofobia = aversão e medo mórbido irracional, desproporcional e persistente de multidões.
Afefobia = aversão e medo mórbido irracional, desproporcional e persistente de ser tocado.
Enofobia = aversão e medo mórbido irracional, desproporcional persistente e repugnante ao vinho.
Homofobia = aversão e medo mórbido irracional, desproporcional persistente e repugnante da monotonia ou da homossexualidade ou de se tornar homossexual.
Lacanofobia = aversão e medo mórbido irracional, desproporcional persistente e repugnante dos vegetais, verduras.
Licerephobia = aversão e medo mórbido irracional, desproporcional persistente e repugnante ao lazer.
Parasitofobia = aversão e medo mórbido irracional, desproporcional persistente e repugnante de parasitas.
Se és afefóbico*, vai ao baile de São João a Miragaia.
Se és enofóbico*, sai com os amigos e exige que cada um leve uma garrafa de vinho e a noite só termina com a última gota bebida.
Se és homofóbico*, vai até ao Bar Lusitano todos os Sábados.
Se és lacanofóbico*, vai almoçar ao vegetariano e jantar sushi.
Se és licerefóbico*, envia o CV para a empresa onde eu trabalho.
Se és parasitofóbico*, agarra-te a todos os cães vadios que encontrares na rua.
Nenhuma destas fobias sou eu.
Depois de devidamente identificado e testemunhado o meu "medo", ainda sem nome no glossário das fobias, sou a próxima candidata à terapia de choque.
*
Aclofobia = aversão e medo mórbido irracional, desproporcional e persistente de multidões.
Afefobia = aversão e medo mórbido irracional, desproporcional e persistente de ser tocado.
Enofobia = aversão e medo mórbido irracional, desproporcional persistente e repugnante ao vinho.
Homofobia = aversão e medo mórbido irracional, desproporcional persistente e repugnante da monotonia ou da homossexualidade ou de se tornar homossexual.
Lacanofobia = aversão e medo mórbido irracional, desproporcional persistente e repugnante dos vegetais, verduras.
Licerephobia = aversão e medo mórbido irracional, desproporcional persistente e repugnante ao lazer.
Parasitofobia = aversão e medo mórbido irracional, desproporcional persistente e repugnante de parasitas.
20 junho 2008
Embrulha e leva para casa
"Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo.
"O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria. Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo".
O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas. Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas.
Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?
O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar.
O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente.
O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."
Miguel Esteves Cardoso, in Expresso
P.S.- Enviaram-me isto por mail, em jeito de resposta ao meu post anterior.
Sabendo ela o quanto gosto (gostamos) do MEC.
Sabendo ela, e somente pelo facto de ser uma mulher, que as palavras escritas no post anterior não podem ser, totalmente, sentidas.
OBRIGADA A TI M.
"O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria. Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo".
O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas. Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas.
Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?
O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar.
O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente.
O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."
Miguel Esteves Cardoso, in Expresso
P.S.- Enviaram-me isto por mail, em jeito de resposta ao meu post anterior.
Sabendo ela o quanto gosto (gostamos) do MEC.
Sabendo ela, e somente pelo facto de ser uma mulher, que as palavras escritas no post anterior não podem ser, totalmente, sentidas.
OBRIGADA A TI M.
17 junho 2008
2 em 1 . Nãhh.
Apaixonar-me não está nos meus planos de amor.
Amar não está nos meus planos de paixão.
(Serei castigada, pelas palavras que escrevo, por essa entidade superior a que alguns chamam deus e os outros destino/sorte)
Amar não está nos meus planos de paixão.
(Serei castigada, pelas palavras que escrevo, por essa entidade superior a que alguns chamam deus e os outros destino/sorte)
16 junho 2008
14 junho 2008
12 junho 2008
Papo os escurinhos amanhã
Acabou de chegar uma caixa de chocolates da Suíça.
Não sou muito "chocolateira". Excepto se: for chocolate branco.
Abri a caixa e papei cinco albinos.
Não sou muito "chocolateira". Excepto se: for chocolate branco.
Abri a caixa e papei cinco albinos.
Cérebro "Esquisito" *
Não sei se é velhice ou mania de superioridade intelectual do meu cérebro. Em conversa com determinadas pessoas o meu cérebro fica adormecido. Nem sequer viajo para outro lado qualquer. Estou ali a olhar para aquela personagem que fala e gesticula e que não me desperta qualquer interesse. O cérebro diz «Não quero saber» e adormece, às vezes acorda com o som do próprio ressonar.
*A propósito da receita do "frango esquisito"
*A propósito da receita do "frango esquisito"
11 junho 2008
Quero mais assim
A diferença entre ouvir música em casa e música ao vivo é basicamente a mesma entre, estar em casa e ver um sol fabuloso lá fora e ir lá para fora apanhar sol.
Ir a concertos, de música que se gosta, é permitir que ela entre pelos cinco sentidos a dentro.
Este foi muito bom.
Ontem no Coliseu do Porto ouviu-se Feist.
A primeira parte do espectáculo foi da banda neozelandesa Lawrence Arabia. Uns rapazes animados e não estiveram nada desenquadrados.
Deixo aqui esta, apesar de ser das mais comerciais. Para quem está atento a estas coisas da publicidade, esta música apareceu numa campanha de televisão de um perfume, de uma famigerada marca que tem um crocodilo como símbolo.
Ir a concertos, de música que se gosta, é permitir que ela entre pelos cinco sentidos a dentro.
Este foi muito bom.
Ontem no Coliseu do Porto ouviu-se Feist.
A primeira parte do espectáculo foi da banda neozelandesa Lawrence Arabia. Uns rapazes animados e não estiveram nada desenquadrados.
Deixo aqui esta, apesar de ser das mais comerciais. Para quem está atento a estas coisas da publicidade, esta música apareceu numa campanha de televisão de um perfume, de uma famigerada marca que tem um crocodilo como símbolo.
10 junho 2008
Momento Anti Pub
Sou péssima cozinheira.
Estou quase a auto promover-me a melhor cozinheira que algum dia tive em casa.
Estou quase a auto promover-me a melhor cliente dos meus próprios petiscos.
E nunca ninguém gostará tanto da comida que faço como eu.
Estou quase a auto promover-me a melhor cozinheira que algum dia tive em casa.
Estou quase a auto promover-me a melhor cliente dos meus próprios petiscos.
E nunca ninguém gostará tanto da comida que faço como eu.
08 junho 2008
Menos mal
Parti seis copos de vinho em três segundos (menos mal, sobraram dois);
Armei-me em espia e fui descoberta em flagrante (menos mal, em seis só um me viu a careca);
O fim de semana de festas era tão preenchido que perdi o fio à meada (menos mal, foi sempre em boa companhia);
Roubaram-me um tampão do carro (menos mal, sobraram três);
Parti um espelho, acabadinho de comprar (menos mal, partiu o lado que aumenta imperfeições).
Armei-me em espia e fui descoberta em flagrante (menos mal, em seis só um me viu a careca);
O fim de semana de festas era tão preenchido que perdi o fio à meada (menos mal, foi sempre em boa companhia);
Roubaram-me um tampão do carro (menos mal, sobraram três);
Parti um espelho, acabadinho de comprar (menos mal, partiu o lado que aumenta imperfeições).
06 junho 2008
03 junho 2008
HOJE
Se eu fosse um vinho, estaria a estagiar numa pipa de carvalho.
Se eu fosse uma música, seria uma versão acústica.
Se eu fosse uma música, seria uma versão acústica.
31 maio 2008
No pior, esteve no seu "melhor"
Ontem, assisti ao vivo e a cores, ao melhor e ao pior, que um ser humano nos pode brindar.
No pior esteve no seu "melhor".
No melhor faltou-lhe a energia gasta no seu pior.
Seja como for, e porque gosto de pessoas assumidas, adorei este pequeno/grande concerto.
Aqui a vedeta também confirmou presença e não foi sozinha, levou a gripe com ela.
29 maio 2008
1bigo
É-me inevitável falar novamente disto.
Os perfeitos umbiguistas.
Os verdadeiros: eu isto, eu aquilo, eu acoloutro, eu mais eu, eu sou, eu, eu, eu, eu, e o meu umbigo, eu e o mundo que gira à minha volta, eu é que sou.
Não falo do exercício normal de falar na primeira pessoa. Falo do malabarismo de quem fala como se fosse o ponto geodésico de tudo.
Tenho por mim, um ser paciente e pacífico (aqui até prova de contrário). Mas com um estômago fraquinho, fraquinho para digestão de enormes eus.
Aborrecem-me.
Falar com umbiguistas, acaba por nem ser falar. É um monologo. Ouvimos, ouvimos e afinal não querem a nossa opinião para nada. Querem-nos ali para recarregar o seu eu, já enorme.
Não aprendo nada com estes eus. Mas reforço sempre a minha definição a relativa e a absoluta de espaço. E com quem o devo partilhar.
Os perfeitos umbiguistas.
Os verdadeiros: eu isto, eu aquilo, eu acoloutro, eu mais eu, eu sou, eu, eu, eu, eu, e o meu umbigo, eu e o mundo que gira à minha volta, eu é que sou.
Não falo do exercício normal de falar na primeira pessoa. Falo do malabarismo de quem fala como se fosse o ponto geodésico de tudo.
Tenho por mim, um ser paciente e pacífico (aqui até prova de contrário). Mas com um estômago fraquinho, fraquinho para digestão de enormes eus.
Aborrecem-me.
Falar com umbiguistas, acaba por nem ser falar. É um monologo. Ouvimos, ouvimos e afinal não querem a nossa opinião para nada. Querem-nos ali para recarregar o seu eu, já enorme.
Não aprendo nada com estes eus. Mas reforço sempre a minha definição a relativa e a absoluta de espaço. E com quem o devo partilhar.
28 maio 2008
O meu puto faz anos
Hoje o mano J. faz 24 anos.
É a criatura onde gasto e desgasto todo o meu instinto maternal. E se, até há bem pouco tempo ainda não tinha saído debaixo das asinhas da mãe e do pai, agora tomou asas e veio aterrar a dezena e meia de km de mim. Escusado será dizer que, não dá um traque sem me ligar a dizer ao que cheira, e eu, lá vou dizendo que o melhor é arejar o local ou deixar de comer couves.
Lembro-me do dia em que esta criatura chegou lá a casa,tinha eu 9 anos. Havia familiares e amigos à espera do pequeno príncipezinho. Era dia de festa, mas para mim, que acabara de perder o posto de menina-mimada-e-de-muitas-atenções, estava em estado de alerta, para ver a bicheza real.
Começaram os comentários de "ai, é a cara do pai...ai, é a cara da irmã L..., ai é todo o pai..."
E eu pensava "e meu nada, não tem nada parecido comigo?"
E aquilo continuava "ai é parecido com a irmã L... e o nariz é do pai..."
Fiquei-lhe cá com uma gana! Mas passou rapidamente. E fui irmã e fui um bocadinho de mãe e confidente até aos dias de hoje.
Continuamos a não ter nada de comum fisicamente. Mas há comportamentos de carácter que não negam.
Parabéns.
É a criatura onde gasto e desgasto todo o meu instinto maternal. E se, até há bem pouco tempo ainda não tinha saído debaixo das asinhas da mãe e do pai, agora tomou asas e veio aterrar a dezena e meia de km de mim. Escusado será dizer que, não dá um traque sem me ligar a dizer ao que cheira, e eu, lá vou dizendo que o melhor é arejar o local ou deixar de comer couves.
Lembro-me do dia em que esta criatura chegou lá a casa,tinha eu 9 anos. Havia familiares e amigos à espera do pequeno príncipezinho. Era dia de festa, mas para mim, que acabara de perder o posto de menina-mimada-e-de-muitas-atenções, estava em estado de alerta, para ver a bicheza real.
Começaram os comentários de "ai, é a cara do pai...ai, é a cara da irmã L..., ai é todo o pai..."
E eu pensava "e meu nada, não tem nada parecido comigo?"
E aquilo continuava "ai é parecido com a irmã L... e o nariz é do pai..."
Fiquei-lhe cá com uma gana! Mas passou rapidamente. E fui irmã e fui um bocadinho de mãe e confidente até aos dias de hoje.
Continuamos a não ter nada de comum fisicamente. Mas há comportamentos de carácter que não negam.
Parabéns.
Se for para isso, então vale mesmo a pena
Apesar de não estar a trabalhar, vi hoje a "nova versão" dos carros da empresa para a qual trabalho. Fiquei um bocadinho chocada. Vamos parecer funcionários do serviço técnico da Galp. Ele é laranja por todo o lado.
Enfim, desde que não me obriguem a usar uns mini-calções! E se derem? Vão chegar à conclusão que, o melhor é darem-me também um bom par de pernas iguais às da menina do anúncio.
Enfim, desde que não me obriguem a usar uns mini-calções! E se derem? Vão chegar à conclusão que, o melhor é darem-me também um bom par de pernas iguais às da menina do anúncio.
27 maio 2008
Por falar em caça
Existem dois tipos de homens (sentido lato):
Os Coelheiros e os Perdigueiros;
Uns, correm atrás de;
Os outros, esperam que caia.
Existem dois tipos de mulheres (sentido literal):
As que te fogem;
E as que te caem no prato.
Os Coelheiros e os Perdigueiros;
Uns, correm atrás de;
Os outros, esperam que caia.
Existem dois tipos de mulheres (sentido literal):
As que te fogem;
E as que te caem no prato.
21 maio 2008
QUEM TEM CU, TEM MEDO
Comer pasteis de nata aumenta o medo.
As magras são mais afoitas.
Se eu tiver que fazer dieta é porque o meu medo já não cabe nas calças.
As magras são mais afoitas.
Se eu tiver que fazer dieta é porque o meu medo já não cabe nas calças.
19 maio 2008
Environment Safety and Visitors Instructions
Saber tudo sem saber o essencial?
Sei as regras do jogo. Mas não sei jogar.
Não tenho qualquer pretensão em discutir, esclarecer ou definir teorias sobre o ser humano. Escrevo do que sei e essencialmente do que sou. E muito do que eu quero.
Como ser humano sou demasiado básica.
Como mulher não sei jogar.
Raramente me divirto como jogadores (as) natos (as).
Conheço e reconheço o jogo, mas não sei jogar. Não defino táctica e tão pouco estratégia em relação aos outros.
Sou a Rainha do meu xadrez. Mas esqueço-me de que qualquer Cavalo me pode deitar a baixo.
Sei as regras do jogo. Mas não sei jogar.
Não tenho qualquer pretensão em discutir, esclarecer ou definir teorias sobre o ser humano. Escrevo do que sei e essencialmente do que sou. E muito do que eu quero.
Como ser humano sou demasiado básica.
Como mulher não sei jogar.
Raramente me divirto como jogadores (as) natos (as).
Conheço e reconheço o jogo, mas não sei jogar. Não defino táctica e tão pouco estratégia em relação aos outros.
Sou a Rainha do meu xadrez. Mas esqueço-me de que qualquer Cavalo me pode deitar a baixo.
18 maio 2008
Mulher não é bicho complicado, se disser o que quer
Não mandem postais, nem cartas, nem músicas, tão pouco pombos correio.
Falem. Digam a essa mulher, àquela que realmente interessa, o quanto gostam dela. Se for verdade. Se for sentido. Se for com honestidade.
Falar, dizer, verbalmente com som. Outras formas estão excluídas.
Uma mulher precisa de ouvir o quanto gostam dela. O quanto sentem falta. Como está bonita, como cheira bem, como lhe ficam bem essas calças, que gostam da sua ponta do nariz, ou das sobrancelhas, ou do dedo mindinho do pé esquerdo.
Uma mulher precisa de ouvir. Não quer deduzir. Nem mensagens subliminares que, tanto servem a uma como a vinte e uma.
A outra GRANDE hipótese é fazerem de conta que morreram, só para que ela continue a viver.
Falem. Digam a essa mulher, àquela que realmente interessa, o quanto gostam dela. Se for verdade. Se for sentido. Se for com honestidade.
Falar, dizer, verbalmente com som. Outras formas estão excluídas.
Uma mulher precisa de ouvir o quanto gostam dela. O quanto sentem falta. Como está bonita, como cheira bem, como lhe ficam bem essas calças, que gostam da sua ponta do nariz, ou das sobrancelhas, ou do dedo mindinho do pé esquerdo.
Uma mulher precisa de ouvir. Não quer deduzir. Nem mensagens subliminares que, tanto servem a uma como a vinte e uma.
A outra GRANDE hipótese é fazerem de conta que morreram, só para que ela continue a viver.
16 maio 2008
É-pra-ca-aprendas
Deitar às três da manhã ainda a comemorar. É muito bom.
Levantar às cinco da manhã a ressacar. É muito mau.
Ir para Lisboa em trabalho. E chegar às 9h. É violento.
Almoço/reunião em Sintra e comer Maranhos. É ficar mal disposta.
Passar cinco horas na empresa a discutir estratégia. É f_d_do.
Ir de Sintra a Lisboa em menos de 30 minutos. É impensável.
Chegar a casa às 23:30. É desumano.
Levantar às cinco da manhã a ressacar. É muito mau.
Ir para Lisboa em trabalho. E chegar às 9h. É violento.
Almoço/reunião em Sintra e comer Maranhos. É ficar mal disposta.
Passar cinco horas na empresa a discutir estratégia. É f_d_do.
Ir de Sintra a Lisboa em menos de 30 minutos. É impensável.
Chegar a casa às 23:30. É desumano.
14 maio 2008
DIZ, TRINTA E TRÊS

33 trinta e três 33 thirty three 33 trinta-e-três 33 treinte tres 33 TRINTA E TRÊS 33 trente trois 33 t-r-i-n-ta-e-t-r-ê-s 33 trenta tres 33 trinta e três 33 33 33 33 33 33 33 33 33 33 33 33 33 33 33 33 33 33 33 33 33 33 33 33 33 33 33 33 33 33 33 33 33 33 33 33 33 33 33 33 33 33 33 33 33 33 33 33 33 33 33 33 33 33 33 33 33 33 33 33 33 33 33 33 33 33
13 maio 2008
Stress pós-traumático, depois de anunciada a lista de não conformidades
Qual a probabilidade deste filme se passar, com o pai a mãe e o irmão a assistir?
A mãe não falou, o pai disse, «não foi nada», o irmão só não riu para eu não chorar.
A mãe não falou, o pai disse, «não foi nada», o irmão só não riu para eu não chorar.
08 maio 2008
Chá de camomila para esta mesa, pf
Confirma-se.
A ASAE vem aí, com bagagem para três dias, fazer uma visita/inspecção. Com aviso, para o próximo fim de semana.
Esclareço: ASAE = os meus queridos progenitores.
Quais fiscais impiedosos, munidos de ideias e fitas métricas, olho clínico e visão raio x.
O meu pai vai descobrir a parede semi-destruída, por mim, só porque me atrevi a fazer uma pequena experiência com um berbequim e o meu pulso não foi firme o suficiente.
A minha mãe vai fazer planos e medições para os futuros cortinados, a condizer com as costuras das almofadas + o tapete + os móveis + a altura, vezes a largura, a multiplicar pelas vezes que eu abrir a janela.
Haverá relatório das não-conformidades, na certa.
A ASAE vem aí, com bagagem para três dias, fazer uma visita/inspecção. Com aviso, para o próximo fim de semana.
Esclareço: ASAE = os meus queridos progenitores.
Quais fiscais impiedosos, munidos de ideias e fitas métricas, olho clínico e visão raio x.
O meu pai vai descobrir a parede semi-destruída, por mim, só porque me atrevi a fazer uma pequena experiência com um berbequim e o meu pulso não foi firme o suficiente.
A minha mãe vai fazer planos e medições para os futuros cortinados, a condizer com as costuras das almofadas + o tapete + os móveis + a altura, vezes a largura, a multiplicar pelas vezes que eu abrir a janela.
Haverá relatório das não-conformidades, na certa.
05 maio 2008
Tu não tens pés, diria a minha irmã, tens barbatanas
Alguns acharão imprudência. Algumas intender-me-ão na perfeição.
Hoje, ao fim de um dia de trabalho a sair-me da pele, tive que tirar os sapatos enquanto conduzia de regresso a casa. Numa operação rápida, simples e eficaz.
O dia foi duro demais para os sapatos semi-novos (sim, "semi", porque depois de 12 horas deixaram de ser novos).
Há muito que não conduzia descalça. A primeira impressão dos pés nus a tocar nos pedais é estranha e até pensei: «elá, dois pés e três pedais?!». Depois, as pontas dos pés ganham o jeito e comandam tudo, como se nunca tivessem feito outra coisa na vida.
Os últimos 72km de regresso a casa foram bem mais folgados.
Hoje, ao fim de um dia de trabalho a sair-me da pele, tive que tirar os sapatos enquanto conduzia de regresso a casa. Numa operação rápida, simples e eficaz.
O dia foi duro demais para os sapatos semi-novos (sim, "semi", porque depois de 12 horas deixaram de ser novos).
Há muito que não conduzia descalça. A primeira impressão dos pés nus a tocar nos pedais é estranha e até pensei: «elá, dois pés e três pedais?!». Depois, as pontas dos pés ganham o jeito e comandam tudo, como se nunca tivessem feito outra coisa na vida.
Os últimos 72km de regresso a casa foram bem mais folgados.
04 maio 2008
Muita fama, algum proveito
Não há "bicho careto"* que convide para jantar cá em casa, que não se lembre de trazer uma garrafita de vinho. Da fama não me livro, já do proveito...
Vou continuar a convidar prazeirosamente os meus bons amigos para cá virem. Mas, na próxima jantarada, que tragam a comida, do vinho trato eu.
Desta vez trouxeram Lapadas**. O nome não me augurava nada de bom, uma lapada*** na minha terra, não é coisa boa para se oferecer a ninguém.
Não colocaria esta bebida na minha carta de vinhos, talvez na de refrigerantes. Seja como for, o nome, Lapadas**, percebe-se bem, depois de o beber. É de tombar, depois de uma lapada*** destas.
*("bicho careto" - expressão transmontana, aqui, significa qualquer um...
"Os Caretos, representam imagens diabólicas e misteriosas que todos os anos desde épocas que se perdem no tempo, saem à rua nas festividades carnavalescas de Podence – Macedo de Cavaleiros".)
**(Lapadas - Vinho frisante ou gaseificado de Santa Marta de Penaguião das Caves Santa Marta, instaladas na Região Demarcada do Douro.)
***(lapada - em bom transmontano significa dar ou levar uma pedrada, ou uma bofetada, um pontapé...)
Vou continuar a convidar prazeirosamente os meus bons amigos para cá virem. Mas, na próxima jantarada, que tragam a comida, do vinho trato eu.
Desta vez trouxeram Lapadas**. O nome não me augurava nada de bom, uma lapada*** na minha terra, não é coisa boa para se oferecer a ninguém.
Não colocaria esta bebida na minha carta de vinhos, talvez na de refrigerantes. Seja como for, o nome, Lapadas**, percebe-se bem, depois de o beber. É de tombar, depois de uma lapada*** destas.
*("bicho careto" - expressão transmontana, aqui, significa qualquer um...
"Os Caretos, representam imagens diabólicas e misteriosas que todos os anos desde épocas que se perdem no tempo, saem à rua nas festividades carnavalescas de Podence – Macedo de Cavaleiros".)
**(Lapadas - Vinho frisante ou gaseificado de Santa Marta de Penaguião das Caves Santa Marta, instaladas na Região Demarcada do Douro.)
***(lapada - em bom transmontano significa dar ou levar uma pedrada, ou uma bofetada, um pontapé...)
01 maio 2008
12 + 12
Há dias (noites) em que não me apetece dormir.
Não são insónias.
Só não me apetece dormir.
Parece-me desperdício de tempo.
Ficava acordada, sempre. A bulir.
Não são insónias.
Só não me apetece dormir.
Parece-me desperdício de tempo.
Ficava acordada, sempre. A bulir.
28 abril 2008
Misturas saudáveis
Fiz Gelly Já (gelatina) de frutos dos bosques.
Passadas 3 horas está pronto, a comer.
Faço um chá de frutos silvestres.
Como a gelatina.
Bebo o chá.
A gelatina sabe a xarope.
O chá sabe a aspirina c.
É desta que me curo.
Passadas 3 horas está pronto, a comer.
Faço um chá de frutos silvestres.
Como a gelatina.
Bebo o chá.
A gelatina sabe a xarope.
O chá sabe a aspirina c.
É desta que me curo.
27 abril 2008
Silence Treatmente
Hoje.
Porque os piores defeitos podem dar jeito.
O melhor presente que posso dar (hoje) é o meu silêncio.
Porque os piores defeitos podem dar jeito.
O melhor presente que posso dar (hoje) é o meu silêncio.
27 Abril de 2001

O meu tempo não perde memória.
O meu tempo sabe as datas, só as datas, sem a noção do "se foi ontem" ou "se foi há anos".
O meu tempo lembra-se bem do "Café Aranha", passou a chamar-lhe assim, só porque tem caixilhos de madeira que, ainda hoje, parecem uma teia de aranha.
O meu tempo chegou a saber o nome, mas não interessava para nada, era o "Café Aranha" em Leça da Palmeira.
Gostava muito de lá ir, pelos peixes que fixavam a boca ao vidro do aquário, pela lareira no Inverno, pelo ambiente, pela companhia de sempre. Pelo "lugar marcado".
O meu tempo vai lá voltar. Num outro dia 27 de Abril. De um ano qualquer.
23 abril 2008
Temos homem!
19 abril 2008
Non sense...(8º)
Vamos para norte do Rio Cavado e levamos comida para três semanas. Só voltamos para as cegadas e para as festas da Nossa Senhora da Veiga.
18 abril 2008
Melros brancos e pessoas honestas
Tenho cá por minha ideia que, lido com dois tipos de pessoas ditas frontais.
Destas que dizem, que dizem tudo o que querem com frontalidade.
Ora desta gente que apregoa aos sete ventos que são frontais, divido-as em duas categorias:
As frontais honestas, as que dizem sem imposição e na maior parte das vezes com razão;
As frontais pela agressividade, dizem o que querem, a quem querem, e normalmente nem pensam no que dizem, querem impor. Levantam quase sempre o tom de voz, mesmo que alguém esteja a falar. Parecem ter um problema no aparelho auditivo que as impede de ouvir os outros enquanto decorre o acto de frontalidade.
Esta segunda espécie está em franca propagação.
Destas que dizem, que dizem tudo o que querem com frontalidade.
Ora desta gente que apregoa aos sete ventos que são frontais, divido-as em duas categorias:
As frontais honestas, as que dizem sem imposição e na maior parte das vezes com razão;
As frontais pela agressividade, dizem o que querem, a quem querem, e normalmente nem pensam no que dizem, querem impor. Levantam quase sempre o tom de voz, mesmo que alguém esteja a falar. Parecem ter um problema no aparelho auditivo que as impede de ouvir os outros enquanto decorre o acto de frontalidade.
Esta segunda espécie está em franca propagação.
16 abril 2008
O filme de todos os dias
Personagens: eu e o tipo do Mercedes;
Cenário: garagem:
Enredo: O meu carrinho e as minhas manobras; o carrão do vizinho e o dono que estaciona a metro e meio da parede; uma das colunas da garagem que poderia estar mais para a direita; pouco espaço, muitas manobras.
Antevejo o final: o meu carro, o carro do vizinho ou a coluna não permanecerão muito tempo na sua forma original.
Cenário: garagem:
Enredo: O meu carrinho e as minhas manobras; o carrão do vizinho e o dono que estaciona a metro e meio da parede; uma das colunas da garagem que poderia estar mais para a direita; pouco espaço, muitas manobras.
Antevejo o final: o meu carro, o carro do vizinho ou a coluna não permanecerão muito tempo na sua forma original.
15 abril 2008
Sol de trevoada
Raios me partissem todinha, se fizesse aquilo que sentia e não fiz, e não estaria aqui para contar história.
Fazer o que fiz, centenas de vezes, porque não fui capaz de me conter.
Ter dito mais do que disse e não ter falado tanto.
Ter ficado em vez de ter ido.
Ter vivido em ver de assistir.
Ter morto em vez de ferir.
Raios me partam todinha, se não faço aquilo que quero e posso, e não ficarei para contar mais nenhuma história.
Agora menos curiosa, chamemos-lhe curiosidade que é um sentimento infinitamente menor, deixo de querer saber. Faz-me bem não querer saber. Faz-me bem e faz-me melhor, não saber de todo.
Olho para o meu nariz, conto novamente as minhas sardas e reconcilio-me com elas, de vez.
Fazer o que fiz, centenas de vezes, porque não fui capaz de me conter.
Ter dito mais do que disse e não ter falado tanto.
Ter ficado em vez de ter ido.
Ter vivido em ver de assistir.
Ter morto em vez de ferir.
Raios me partam todinha, se não faço aquilo que quero e posso, e não ficarei para contar mais nenhuma história.
Agora menos curiosa, chamemos-lhe curiosidade que é um sentimento infinitamente menor, deixo de querer saber. Faz-me bem não querer saber. Faz-me bem e faz-me melhor, não saber de todo.
Olho para o meu nariz, conto novamente as minhas sardas e reconcilio-me com elas, de vez.
12 abril 2008
Coragem é de grandes homens e mulheres do mesmo tamanho
Bloqueaste o reflexo dos nossos rostos.
Para impedir que eu visse a vergonha estampada no teu.
Para não veres a desilusão tatuada no meu.
Para impedir que eu visse a vergonha estampada no teu.
Para não veres a desilusão tatuada no meu.
09 abril 2008
Tirar o cotão do umbigo
Parece-me a mim que, enquanto espiamos o que se passa na vida dos outros, não cuidamos da nossa.
É só uma impressão minha.
É só uma impressão minha.
06 abril 2008
My dresse code
Tinha o convite há semanas, festa em casa do S. Ontem.
Fui ameaçada caso faltasse. Recebi vária sms para não me esquecer e blá, blá, blá.
Não perco muito tempo a pensar no que vestir. Mas estive indecisa entre o vestido verde, mas fresco demais e não sou menina para grandes sacrifícios a favor da vestimenta, ou a simplicidade de uns jeans e a minha querida mini gabardina amarela (tenho que estar de pazes feitas comigo, para vestir esta peça). Opto pela segunda hipótese.
Entro em casa do S., sou saudada por sorrisos e algum alarido, ouvi qualquer coisa que me fez soar um alarmezito, mas a festa seguiu. Não demorei muito tempo a perceber o que estava “errado com os outros".
A festa tinha dress code, preto e branco. Boa! E eu cheiinha de cores.
Pus-me a observar a vestimenta do pessoal. Pensei cá com os meus botões (amarelos), «ainda bem que me esqueci deste pormenor do dress code, detestaria ter vindo de preto e branco».
Raras vezes de preto, poucas com branco, nunca preto e branco. Sou de cores.
Nunca fui ausência de cor, nunca fui a junção de todas as cores. Gosto de ser cada uma das cores.
Só praticamente no fim da festa é que se tocou no assunto. Acharam ter sido pura rebeldia. Não foi. E só não disse que acho ridículo o dresse code porque havia muita fêmea presente que, pelo aparato, estiveram horas para se vestir.
Fui ameaçada caso faltasse. Recebi vária sms para não me esquecer e blá, blá, blá.
Não perco muito tempo a pensar no que vestir. Mas estive indecisa entre o vestido verde, mas fresco demais e não sou menina para grandes sacrifícios a favor da vestimenta, ou a simplicidade de uns jeans e a minha querida mini gabardina amarela (tenho que estar de pazes feitas comigo, para vestir esta peça). Opto pela segunda hipótese.
Entro em casa do S., sou saudada por sorrisos e algum alarido, ouvi qualquer coisa que me fez soar um alarmezito, mas a festa seguiu. Não demorei muito tempo a perceber o que estava “errado com os outros".
A festa tinha dress code, preto e branco. Boa! E eu cheiinha de cores.
Pus-me a observar a vestimenta do pessoal. Pensei cá com os meus botões (amarelos), «ainda bem que me esqueci deste pormenor do dress code, detestaria ter vindo de preto e branco».
Raras vezes de preto, poucas com branco, nunca preto e branco. Sou de cores.
Nunca fui ausência de cor, nunca fui a junção de todas as cores. Gosto de ser cada uma das cores.
Só praticamente no fim da festa é que se tocou no assunto. Acharam ter sido pura rebeldia. Não foi. E só não disse que acho ridículo o dresse code porque havia muita fêmea presente que, pelo aparato, estiveram horas para se vestir.
Terapia pura
Aqui, a menina MC comprou uma mini estante no Ikea. Como é sabido, vem tudo em pecinhas para montar em casa. A MC, tem a mania que é capaz de fazer tudo sozinha. Coloca um tapete no chão, senta-se e desembrulha a mini estante. 30 pecinhas no total. Ainda ponderou e ficou por instantes a olhar.
Depois, a mania veio a si e lá deitou mãos à obra.
Uma hora e qualquer coisa depois, entre preguinhos, parafusos e as mãos a doer da força aplicada na chave de fendas, a obra estava perfeita.
Este momento de pura bricolage, surtiu um efeito extremamente terapêutico na MC.
No dia que me cansar de fazer o que faço hoje, vou para carpinteira.
Depois, a mania veio a si e lá deitou mãos à obra.
Uma hora e qualquer coisa depois, entre preguinhos, parafusos e as mãos a doer da força aplicada na chave de fendas, a obra estava perfeita.
Este momento de pura bricolage, surtiu um efeito extremamente terapêutico na MC.
No dia que me cansar de fazer o que faço hoje, vou para carpinteira.
03 abril 2008
Post parvo
Devo ser a única bloguer com e-mail IOL (parece um LOL, e sim é para rir);
Não vejo bem com óculos de sol, e depois dizem que sou antipática porque não cumprimento as pessoas, catano! Eu nem as vejo;
Hoje, na Mealhada, entrei num restaurante e pedi uma omelete. Um grupinho de "jovens machos" da mesa ao lado, gracejou «os leitões não põem ovos». Pois, não deve haver muita gente de fora, a querer outra coisa qualquer que não, o belo do leitão da Mealhada;
Pela quinquagésima vez, tento fazer arroz doce e não sai bem, para dizer a verdade, nem dá para comer;
O construtor do meu prédio é um homem lindíssimo. A puxar bem, até pode ter idade para ser meu pai. Sei lá, sempre tive esta queda para homens com aspecto madurinho.
Um post parvo, de um dia parvo.
Não vejo bem com óculos de sol, e depois dizem que sou antipática porque não cumprimento as pessoas, catano! Eu nem as vejo;
Hoje, na Mealhada, entrei num restaurante e pedi uma omelete. Um grupinho de "jovens machos" da mesa ao lado, gracejou «os leitões não põem ovos». Pois, não deve haver muita gente de fora, a querer outra coisa qualquer que não, o belo do leitão da Mealhada;
Pela quinquagésima vez, tento fazer arroz doce e não sai bem, para dizer a verdade, nem dá para comer;
O construtor do meu prédio é um homem lindíssimo. A puxar bem, até pode ter idade para ser meu pai. Sei lá, sempre tive esta queda para homens com aspecto madurinho.
Um post parvo, de um dia parvo.
02 abril 2008
"Mulher perfeita para mim"
Sendo um blog de homem e escancaradamente "futeboleiro", desconfiei do título:"...e é só assim que a quero...a minha Mulher Perfeita, não é perfeita... se algum dia encontrar a minha Mulher Perfeita, é porque tem defeitos, os defeitos que eu preciso que ela tenha, os defeitos que vou achar deliciosos, os defeitos que a fazem Perfeita para mim...".
E é com poucas palavras que se diz muito, são assim, Perfeitas as criaturas que acabamos por AMAR.
Cumprimentos ao Pedro
E é com poucas palavras que se diz muito, são assim, Perfeitas as criaturas que acabamos por AMAR.
Cumprimentos ao Pedro
"Nunca amei nenhuma mulher ao primeiro olhar"
Concordo com tudo, do princípio ao fim. Com a excepção de que, eu é mais homens (nunca amei nenhuma mulher, nem ao primeiro nem ao segundo olhar).
Eu até já o
ameacei, mas continua a escrever coisas destas.
"se o amor irrompe põe-se termo à amizade, se o amor finda, em igual medida, se termina uma amizade."
AMAR. E não, formas de amor. Este título já é meu, para justificar o que escrevo, menos à bruta.
Concordo se estivermos a falar disto:
Perde-se o amigo quando se começa a AMAR, sozinho e não silenciosamente.
Ou
Se continua a AMAR, sozinho e aqui, até poderá ser silenciosamente.
Não, não há lugar para amizade. Porque em nenhuma das situações vamos querer sucedâneos do AMAR, ou simples manifestações de amor, como a amizade.
Na linguagem dos afectos (de alguns) a missão da escrita é mais penosa, mas não me coíbo de escrever:
Amei com tudo o que tinha para amar.
Amei até não caberes em ti.
Eras o meu melhor amigo.
Eras o meu melhor amante.
Desrespeitaste os dois.
Fico com saudades do primeiro.
Só perdoo o segundo.
(A esclarecer: Este post é apenas um comentário, a minha interpretação ao texto d´Ele. Acrescido de mais qualquer coisa, não tendo, o que aqui escrevo, rigorosamente nada a ver com o autor do blog "Gostar à Bruta")
Cumprimentos ao Ele
Eu até já o
ameacei, mas continua a escrever coisas destas.
"se o amor irrompe põe-se termo à amizade, se o amor finda, em igual medida, se termina uma amizade."
AMAR. E não, formas de amor. Este título já é meu, para justificar o que escrevo, menos à bruta.
Concordo se estivermos a falar disto:
Perde-se o amigo quando se começa a AMAR, sozinho e não silenciosamente.
Ou
Se continua a AMAR, sozinho e aqui, até poderá ser silenciosamente.
Não, não há lugar para amizade. Porque em nenhuma das situações vamos querer sucedâneos do AMAR, ou simples manifestações de amor, como a amizade.
Na linguagem dos afectos (de alguns) a missão da escrita é mais penosa, mas não me coíbo de escrever:
Amei com tudo o que tinha para amar.
Amei até não caberes em ti.
Eras o meu melhor amigo.
Eras o meu melhor amante.
Desrespeitaste os dois.
Fico com saudades do primeiro.
Só perdoo o segundo.
(A esclarecer: Este post é apenas um comentário, a minha interpretação ao texto d´Ele. Acrescido de mais qualquer coisa, não tendo, o que aqui escrevo, rigorosamente nada a ver com o autor do blog "Gostar à Bruta")
Cumprimentos ao Ele
01 abril 2008
Agora é, vício e mania
O café.
Sou cafeínodependente.
Hoje descobri a Gamm Vert, loja que comercializa plantas e animais.
O que é que isto tem a ver?
Tem um espaço gourmet, biológico. Depois de dar de caras com umas estantes cheias de compotas, especiarias, cafés, vinhos, cogumelos....já não vi mais nada.
Trouxe dois frascos de café aromático. Café com avelâ e café com caramelo.
Está aqui, ao meu lado, uma chávena de café acabadinha de fazer.
O cheiro invadiu a casa. Fabuloso.
Sou cafeínodependente.
Hoje descobri a Gamm Vert, loja que comercializa plantas e animais.
O que é que isto tem a ver?
Tem um espaço gourmet, biológico. Depois de dar de caras com umas estantes cheias de compotas, especiarias, cafés, vinhos, cogumelos....já não vi mais nada.
Trouxe dois frascos de café aromático. Café com avelâ e café com caramelo.
Está aqui, ao meu lado, uma chávena de café acabadinha de fazer.
O cheiro invadiu a casa. Fabuloso.
31 março 2008
Não é vício, é mania

Vou dar um pequeno grande jantar, lá para sexta-feira.
E qual foi a primeira compra que a MC fez?
Vinho.
Já avisei os convidados para não se atreverem a trazer-me vinho, desta vez.
Apetece-me muito este: Syrah 2004, da Casa Ermelinda Freitas.
Devo dizer apetece-me, mas a compra foi outra. Depois deste vinho ser premiado, para além de já não se encontrar com a mesma facilidade, o preço é a doer. E não gosto de comprar só uma garrafita.
Comprei um Syrah australiano, recomendado pela menina do El Corte Inglês, que afinal é uma engª agrónoma. Desconfio que ela percebeu exactamente o que eu queria. Mereceu crédito. A confirmar, lá para sexta.
30 março 2008
Venham elas

Tenho dois tipos de rugas, as da mágoa e as da felicidade.
As primeiras, alugaram um pequeno apartamento entre as minhas sobrancelhas. Como não pagam renda, estão sujeitas a serem despejadas a qualquer hora.
As segundas, compraram uma vivenda, da testa até ao queixo, como estão em mudanças, vão habitando aos poucos pequenos pedaços do rosto. Quero ter muitas destas. Vou deixá-las espalharem-se por todo o lado e fazerem grandes festas com os amigos.
29 março 2008
Confirma-se
Há pessoas que, dizem que gostavam de voltar atrás sabendo o que sabem hoje.
Eu só poderia voltar atrás se, não soubesse rigorosamente nada do que sei hoje. Tão pouco desconfiar.
(Isto de uma mulher ser desconfiada é como um diabo de saias).
No desconhecimento é-se mais feliz.
Eu só poderia voltar atrás se, não soubesse rigorosamente nada do que sei hoje. Tão pouco desconfiar.
(Isto de uma mulher ser desconfiada é como um diabo de saias).
No desconhecimento é-se mais feliz.
É capaz de ser mesmo verdade
Em criança, não tive varicela, nem sarampo, nem papeira, tão pouco apanhei piolhos.
O meu pai dizia que era ruindade “És tão ruim que nem doença nem piolho pára aí”.
Três décadas depois e ainda não apanhei nada disto.
Dizem que os pais têm sempre razão.
Terei que me manter fiel a mim.
Até porque qualquer descuido posso apanhar varicela ou piolho.
O meu pai dizia que era ruindade “És tão ruim que nem doença nem piolho pára aí”.
Três décadas depois e ainda não apanhei nada disto.
Dizem que os pais têm sempre razão.
Terei que me manter fiel a mim.
Até porque qualquer descuido posso apanhar varicela ou piolho.
Verdade
Vou arrepiar caminho.
A verdadeira ligação dos últimos três posts.
Tenho mau feitio. E nem é por defeito.
É como quem nasce com um sinal na testa.
A verdadeira ligação dos últimos três posts.
Tenho mau feitio. E nem é por defeito.
É como quem nasce com um sinal na testa.
Efeito espiral

Efeito Espiral, não me parece haver definição, mas também não me parece ter sido eu a inventar.
Este, faz uma pequena ponte entre os dois últimos posts.
Efeito Espiral: Começa tudo num pequeno ponto, um pequeno priproquo com alguém, algo que nos desagrada muito.
Tal como a espiral, o problema, vai crescendo em forma circular, anda ali à volta, vai ficando cada vez maior, o ponto centrífugo é sempre o mesmo, afasta-se cada vez mais do ponto inicial e Não Tem Retorno.
Se o efeito borboleta é para acções e acontecimentos, o efeito espiral é exclusivo a pessoas e comportamentos.
28 março 2008
Efeito borboleta
Sabes que, no instante imediatamente depois de teres feito algo, sentes que não haverá forma de voltar atrás. Já se perdeu. Já começou a morrer. Já se ganhou. Já nasceu. Bates uma asa e a outra responde. Já foste. Já deixaste. Já viraste costas. Vai passar-se tudo nas tuas costas, e quando estiver gigantesco atinge-te de frente.
(Efeito borboleta é um termo que se refere às condições iniciais dentro da teoria do caos. Este efeito foi analisado pela primeira vez em 1963 por Edward Lorenz. Segundo a teoria apresentada, o bater de asas de uma simples borboleta poderia influenciar o curso natural das coisas e, assim, talvez provocar um tufão do outro lado do mundo).
(Efeito borboleta é um termo que se refere às condições iniciais dentro da teoria do caos. Este efeito foi analisado pela primeira vez em 1963 por Edward Lorenz. Segundo a teoria apresentada, o bater de asas de uma simples borboleta poderia influenciar o curso natural das coisas e, assim, talvez provocar um tufão do outro lado do mundo).
27 março 2008
23 março 2008
TDM
À vinda passei pela tua terra. Lá, respirei fundo. Inspirei todo o ar que podia. Quando estiver contigo, a jeito de desculpa, beijo-te na boca e expiro todo este ar, digo que é para matares saudades da tua terra.
21 março 2008
Moral idiota
Ontem gamaram metade das antenas dos carros da empresa, de uma assentada só. Aparentemente fui a única a demonstrar pouca preocupação.
O chefe sempre disse, «tratem os carros como se fossem vossos».
Exacto, não me aborrece ficar sem antena.
Depois, vieram as conversas sobre quem ia comprar e quem ia roubar antenas a outros.
O melhor discurso, veio mesmo da I. que se fartou de dizer que jamais roubaria a outro… que ficaria com peso de consciência. Achei o discurso inflamado demais, provoquei, disse «na primeira oportunidade roubo uma…». A moça quase que me excomungava.
Hoje, metade dos colegas já tinham antenas (e não foram compradas), incluindo a I.
Ah! Valente!
O melhor disto é que o meu rádio funciona sem antena, na perfeição.
O chefe sempre disse, «tratem os carros como se fossem vossos».
Exacto, não me aborrece ficar sem antena.
Depois, vieram as conversas sobre quem ia comprar e quem ia roubar antenas a outros.
O melhor discurso, veio mesmo da I. que se fartou de dizer que jamais roubaria a outro… que ficaria com peso de consciência. Achei o discurso inflamado demais, provoquei, disse «na primeira oportunidade roubo uma…». A moça quase que me excomungava.
Hoje, metade dos colegas já tinham antenas (e não foram compradas), incluindo a I.
Ah! Valente!
O melhor disto é que o meu rádio funciona sem antena, na perfeição.
20 março 2008
Com (pressão)
Pressão para acordar;
Pressão para trabalhar;
Pressão para chegar a horas;
Pressão para sair e deixar tudo em ordem, Lá;
Pressão para não me esquecer de nada;
Pressão para vir para AQUI;
Pressão para dormir;
Pressão para acordar.
Estou a precisar de 48 horas non stop (se é que faz algum sentido) em silêncio absoluto, não ouvir ninguém nem falar, tão pouco para mim. 48 horas de suicídio social.
Pressão para trabalhar;
Pressão para chegar a horas;
Pressão para sair e deixar tudo em ordem, Lá;
Pressão para não me esquecer de nada;
Pressão para vir para AQUI;
Pressão para dormir;
Pressão para acordar.
Estou a precisar de 48 horas non stop (se é que faz algum sentido) em silêncio absoluto, não ouvir ninguém nem falar, tão pouco para mim. 48 horas de suicídio social.
15 março 2008
E a música pá?!!!!!!
Ouvi e li muito sobre o filme Into the Wild, sempre bem. Do filme. Sim é muito bom.
Valha-vos Cristo!
E a música?!
Logo que o filme começa, somos brindados por Eddie Vedder.
"The wild voice" in Into The Wild.
Brutal. A música. A voz. As letras.
Valha-vos Cristo!
E a música?!
Logo que o filme começa, somos brindados por Eddie Vedder.
"The wild voice" in Into The Wild.
Brutal. A música. A voz. As letras.
14 março 2008
12 março 2008
Elas ficaram um bocadinho incomodadas com o comentário, mas depois eu expliquei que era só por dentro.
E se um homem espalhar gel nas vossas maminhas, depois apalpar, amassar e no fim disser, com ar de perfeito conhecedor na matéria: «...huuumm... nada de especial», e nós ficamos contentes, isso é?
O resultado de uma ecografia mamária.
O resultado de uma ecografia mamária.
11 março 2008
Muito meu

Nunca te tratei por tu. De respeito e admiração incomensurável.
Se estivesse perto de ti, era eu que te abraçava. Mas nunca sou eu, és sempre tu.
Nenhum abraço será tão cheio de tudo como o teu. Um abraço que me encontra comigo na chegada. Que trago comigo na despedida.
Nenhum homem o poderá ser como Tu.
O Homem que vai ser sempre meu, comemora hoje mais um aniversário.
Parabéns. Pai. Muito meu. Pai.
10 março 2008
Vou achar um piadão quando começarem a descontar os cheques
Lembrei-me da conversa sobre os novos brinquedos, dos meninos de sempre. Sorri.
Vamos crescendo, mantendo a mesma vontade de sonhar e brincar. Sonhos mais altos, é certo. Brinquedos maiores, é certo. Os meninos de sempre.
Impressionante, se observados por outros “grandes”, como nós, enquanto brincamos, diriam «pareces uma menina a brincar com uma boneca nova». E sim, parecemos pequeninos outra vez, mas os brinquedos passam a ser outros, maiores. Xiça! Mais caros!
Vamos crescendo, mantendo a mesma vontade de sonhar e brincar. Sonhos mais altos, é certo. Brinquedos maiores, é certo. Os meninos de sempre.
Impressionante, se observados por outros “grandes”, como nós, enquanto brincamos, diriam «pareces uma menina a brincar com uma boneca nova». E sim, parecemos pequeninos outra vez, mas os brinquedos passam a ser outros, maiores. Xiça! Mais caros!
08 março 2008
Meu dia
Porque é que há o Dia da Mulher?
Porque homens, somos todos.
Mas só alguns usufruem do privilégio de: SER MULHER.
Porque homens, somos todos.
Mas só alguns usufruem do privilégio de: SER MULHER.
1000 X esta música p.f.
Ponham a tocar esta música em todas as suas versões.
Em tempos diferentes.
Em volumes diferentes.
De uma forma ensurdecedora.
Não se sobreporá à voz do que penso e sinto hoje.
E quando me calar, fico a ouvi-la, mil vezes até ela se calar.
06 março 2008
TPC
O Senhor da loja de electrodomésticos diz sabiamente que, a placa de indução consome metade da energia, que aquece primeiro o que está dentro dos tachos, que é extremamente fácil limpar (isto é música para os meus ouvidos), mas só funciona com a acção magnética dos tachos.
Não percebo quase nada de materiais ferrosos.
Munida de íman na mão, encostei-o a todos os cus disponíveis cá de casa para confirmar o dito poder magnético.
Das duas uma:
Compro uma placa normal, que até custa metade do preço e todos os tachos servirão;
Compro a famigerada placa de indução, dou uma pipa de massa e tenho que comprar um trem de cozinha especial de corrida.
Dito assim, a escolha nem me parece nada difícil.
Não percebo quase nada de materiais ferrosos.
Munida de íman na mão, encostei-o a todos os cus disponíveis cá de casa para confirmar o dito poder magnético.
Das duas uma:
Compro uma placa normal, que até custa metade do preço e todos os tachos servirão;
Compro a famigerada placa de indução, dou uma pipa de massa e tenho que comprar um trem de cozinha especial de corrida.
Dito assim, a escolha nem me parece nada difícil.
05 março 2008
Which is your word?
Gente a mais
Há pessoas que não nos ouvem.
Há aqueles que não nos percebem.
Há outros que não nos entendem.
Há aqueles que não nos percebem.
Há outros que não nos entendem.
03 março 2008
Merecido
27 fevereiro 2008
Se estiveres contente bate palmas
Há alturas em que se fazem planos.
Há momentos em que lhe damos vida.
Há dias pequeninos, para tanto.
Há dias cheios de coisas pequenas, muitas, boas.
Grandes dias.
Há momentos em que lhe damos vida.
Há dias pequeninos, para tanto.
Há dias cheios de coisas pequenas, muitas, boas.
Grandes dias.
25 fevereiro 2008
g-a-j-a-s p-u-t-a-s
Há gajas tão putas.
As putas das gajas que querem o que é nosso.
Só por brincadeira. Só porque não sabem o que fazem. Só para não perderem, não para ganhar. Querem o que é nosso, só porque é nosso.
Putas. Nunca perderei nada que seja meu. Disputo nesta puta de vida. Nunca com as putas da vida.
Putas que riem como hienas e trabalham como cigarras. Putas.
Hoje tropecei numa dessas, puta das grandes. Ela dirigiu-me uma espécie de sorriso. Eu não mexi um único músculo do meu corpo. As pupilas dos meus olhos chamaram-lhe puta cem vezes, a soletrar, sem pestanejar.
(O corrector ortográfico não identifica puta, nem no singular nem no plural. Claro, não fosse o corrector ortográfico do género masculino).
As putas das gajas que querem o que é nosso.
Só por brincadeira. Só porque não sabem o que fazem. Só para não perderem, não para ganhar. Querem o que é nosso, só porque é nosso.
Putas. Nunca perderei nada que seja meu. Disputo nesta puta de vida. Nunca com as putas da vida.
Putas que riem como hienas e trabalham como cigarras. Putas.
Hoje tropecei numa dessas, puta das grandes. Ela dirigiu-me uma espécie de sorriso. Eu não mexi um único músculo do meu corpo. As pupilas dos meus olhos chamaram-lhe puta cem vezes, a soletrar, sem pestanejar.
(O corrector ortográfico não identifica puta, nem no singular nem no plural. Claro, não fosse o corrector ortográfico do género masculino).
24 fevereiro 2008
Uma tarde fora do sofá
23 fevereiro 2008
Uma boa tarde de sofá
20 fevereiro 2008
Bifes clonados
A mana apresenta-me ao M.
Mana «Conheces a minha mana piquena?»
M. «Tua irmã?! Ela é tua irmã?!»
...
(Ora olha para mim, ora olha para a minha irmã)
...
M.«...não têm nada a ver!!!»
...
Olha e volta a olhar... e algum tempo depois.
...
M.« Espera! Afinal são iguaizinhas, só mudam as cores!»
A mais nova é uma versão policromática da mais velha.
Mana «Conheces a minha mana piquena?»
M. «Tua irmã?! Ela é tua irmã?!»
...
(Ora olha para mim, ora olha para a minha irmã)
...
M.«...não têm nada a ver!!!»
...
Olha e volta a olhar... e algum tempo depois.
...
M.« Espera! Afinal são iguaizinhas, só mudam as cores!»
A mais nova é uma versão policromática da mais velha.
19 fevereiro 2008
Pior a emenda que o soneto
Ando, desde Sábado, aqui, com uma dor na zona lombar do lado direito. Depois de muitos diagnósticos, sim, porque dentro de cada um de nós há um médico/orçamentista, sentenciaram-me (os mais próximos) uma grave infecção no rim direito. Passei estes 3 dias a imaginar o meu rim atrofiado e disforme num qualquer balde de restos, dum qualquer hospital, depois de extraído.
Hoje fui ao médico, médica no meu caso. «É a sua coluna», diz ela sapientemente.
Desta vez não prescreveu vitaminas (típico dela), mas sim e pasmem-se, 7 belas folhinhas cheias de cruzinhas, para TACs, RXs, ecografias e análises, no total de 21. «Aproveitamos e fazemos um check-up total» diz ela, entre outras considerações, despede-se com, «aproveita e marca também com a tua ginecologista...» Ai! Porra! Não te falta escarafunchar mais nada pois não? Pensei eu. Sorri em jeito de resposta. Pus-me a andar, as dores vieram comigo.
Hoje fui ao médico, médica no meu caso. «É a sua coluna», diz ela sapientemente.
Desta vez não prescreveu vitaminas (típico dela), mas sim e pasmem-se, 7 belas folhinhas cheias de cruzinhas, para TACs, RXs, ecografias e análises, no total de 21. «Aproveitamos e fazemos um check-up total» diz ela, entre outras considerações, despede-se com, «aproveita e marca também com a tua ginecologista...» Ai! Porra! Não te falta escarafunchar mais nada pois não? Pensei eu. Sorri em jeito de resposta. Pus-me a andar, as dores vieram comigo.
17 fevereiro 2008
Só não é sozinha
No texto anterior escrevo a palavra "só", devo corrigir para sozinha. O estar só não é a mesma coisa que estar sozinha. Estar sozinha, que neste caso é agir sozinha, pode ser uma consequência, condicionante ou opção.
Mas não estou só, existe a família e os amigos, apesar de longe, não me fazem sentir só.
Mas não estou só, existe a família e os amigos, apesar de longe, não me fazem sentir só.
16 fevereiro 2008
Do medo que nos tolhe

Há pequenas, grandes, fases da vida em que não resta nada senão pular, em frente.
Este é um dos casos, onde a minha máxima capacidade vai coincidir com a minha máxima fragilidade.
Assumo, confesso, tenho a mania, o vício, o defeito, o feitio de fazer e agir, só. Sem prévias considerações de terceiros. Tornou-se um hábito. Demasiado meu. Já sou demasiado eu.
E sim, é do medo que me tolhe, o mesmo que me move.
15 fevereiro 2008
Simplesmente
Não poderia ser outra coisa que não, o meu género, o feminino.
O ser mulher.
Mulher única.
Somos todas.
Eu gosto muito de ser mulher.
Gosto desta condição.
Gosto do nosso mundo.
Cheio de segredos e secretas vontades, de manhas e manias.
E de privilégios únicos, destes cheios de poder, deste que usufruímos todos os dias.
Dias cheios de ritos e rituais, tão nossos.
Só nossos.
Nossas, as malas e saquinhos, caixas e livrinhos, cheios de vida nossa.
E da história pequenina que escrevemos uns com os outros, também há os homens.
Ah! Criatura magnífica.
Gosto de ser mulher.
Gosto de gostar de o ser.
Incontornável é, o gostar de gostar de homens.
O ser mulher.
Mulher única.
Somos todas.
Eu gosto muito de ser mulher.
Gosto desta condição.
Gosto do nosso mundo.
Cheio de segredos e secretas vontades, de manhas e manias.
E de privilégios únicos, destes cheios de poder, deste que usufruímos todos os dias.
Dias cheios de ritos e rituais, tão nossos.
Só nossos.
Nossas, as malas e saquinhos, caixas e livrinhos, cheios de vida nossa.
E da história pequenina que escrevemos uns com os outros, também há os homens.
Ah! Criatura magnífica.
Gosto de ser mulher.
Gosto de gostar de o ser.
Incontornável é, o gostar de gostar de homens.
14 fevereiro 2008
13 fevereiro 2008
Opinosa
Tenho cá por minha ideia, de que há homens que, na ausência de melhor para dar, compram presentes para oferecer. Assim como quem oferece, por oferecer, mas compram, estão a comprar.
Apanham, como quem não quer a coisa, os pontos fracos, o dos gostos (atente-se, podem ser pontos fortes) e toma lá, que sei que vais gostar. Oferecem livros, cds, flores, chocolates, colecções de dvd e outros mimos. Aparentemente gostam de dar e os ofertados, de receber, ficam assim comprados, endividados.
Esta, a espécie dos que estão sempre a oferecer, conquista e mantém um role de “amigos” deliciados pelo “generoso amigo”.
São tão pouco confiantes que, fazem-se acompanhar de prendinhas, porque acharão eles que a sua presença não basta para agradar e encher, como companhia. Fazem-no a homens e mulheres. Bem, no caso das mulheres incluem nas ofertas os jantares requintados, ou em restaurantes caros.
Faz-me lembrar uma frase lida algures: "Um homem tem que ter muita confiança em si próprio para levar uma mulher a um restaurante barato".
Apanham, como quem não quer a coisa, os pontos fracos, o dos gostos (atente-se, podem ser pontos fortes) e toma lá, que sei que vais gostar. Oferecem livros, cds, flores, chocolates, colecções de dvd e outros mimos. Aparentemente gostam de dar e os ofertados, de receber, ficam assim comprados, endividados.
Esta, a espécie dos que estão sempre a oferecer, conquista e mantém um role de “amigos” deliciados pelo “generoso amigo”.
São tão pouco confiantes que, fazem-se acompanhar de prendinhas, porque acharão eles que a sua presença não basta para agradar e encher, como companhia. Fazem-no a homens e mulheres. Bem, no caso das mulheres incluem nas ofertas os jantares requintados, ou em restaurantes caros.
Faz-me lembrar uma frase lida algures: "Um homem tem que ter muita confiança em si próprio para levar uma mulher a um restaurante barato".
10 fevereiro 2008
Amanhã
05 fevereiro 2008
Vinho que não é bom para beber, não é bom para cozinhar
Encher dias inteiros, dias bons, dos bons, dias felizes, dos felizes. Com pessoas iguais a estes dias. Melhor, os dias tornam-se, assim, iguais a elas, lindos, bons, felizes.
Aos meus amigos.
Aos meus amigos.
02 fevereiro 2008
Se, de um lado chove, do outro, cai água
A memória que não é convidada nem se atrasa.
A memória traz com ela a saudade.
A saudade não bate à porta mas entra, não pede licença e senta-se à mesa, deita-se na cama. Acorda connosco.
A memória não faz triagem só do que nos faz sorrir.
A saudade, essa, só se sente quando recordamos o que foi ou é bom.
A memória traz com ela a saudade.
A saudade não bate à porta mas entra, não pede licença e senta-se à mesa, deita-se na cama. Acorda connosco.
A memória não faz triagem só do que nos faz sorrir.
A saudade, essa, só se sente quando recordamos o que foi ou é bom.
01 fevereiro 2008
Fazer falta, é igual a saudades?
…as pessoas, como os povos, tinham duas atitudes possíveis para se aproximarem do mundo e dos outros: os que tinham o síndroma do Herman cortez e os que tinham o do Fernão Mendes Pinto. Os do Cortez, tinham medo da diferença, acreditam na sua verdade, que impunham aos outros a ferro e fogo; os de Fernão Mendes Pinto, ficavam encantados e deslumbrados com tudo o que era diferente: às mulheres, aos artistas, a tudo o que não era a «normalidade». Hoje via claramente como teria sido ridículo apregoar e impor as verdades que lhe tinham dado quando o puseram na vida e mais aquelas que ele próprio julgou descobrir. «A gente, só ao pé do diferente consegue ver o que lhe falta».
António Alçada Baptista - O Riso de Deus
António Alçada Baptista - O Riso de Deus
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