Havia planos (e boas intenções) para ir até Barcelona em Outubro ou Novembro. Tanta pena que temos de não poder fazer tudo o que se quer e com quem se quer.
Olha, afinal vamos a Londres, mudámos de companhia (não a aérea) e lá vamos nós.
Hoje, ao final do dia, acertamos horas aqui.
30 novembro 2009
24 novembro 2009
do desejo
"The desire of the man is for the woman,
but the desire of the woman is for the desire of the man"
but the desire of the woman is for the desire of the man"
Madame de Stael
05 novembro 2009
pretérito imperfeito do verbo ser
O que nos acontece de realmente muito mau, não nos torna pessoas melhores. Decididamente não.
03 novembro 2009
28 outubro 2009
chá de cidreira
O big boss liga-me a meio da tarde para me passar um chá. Se lhe desse um nome, seria chá de cidreira - não gosto nada, mas até é capaz de me fazer bem.
22 outubro 2009
O que digo pode ser mentira, mas o que faço é penosamente real.
Ontem saí de casa sem carteira de documentos, logo, sem cartões de crédito ou débito, nem qualquer espécie semelhante a forma de pagamento. Não achei preocupante, ia trabalhar e não às compras. Não dava para voltar atrás e tinha uns trocos na carteira para um café ou coisa do género.
A tarde corria como programada. Depois de uma reunião mais prolongada e aborrecida do que o esperado, saio para a rua em plena Júlio Dinis, chovia copiosamente e sem guarda chuva, abrigo-me encostada ao prédio. Sou abordada por uma mulher que me pede dinheiro para comer uma sopa; quem me conhece sabe que dou quase sempre, questiono para que é, como se isso me desse a certeza de que é mesmo para uma boa causa, faz-me sentir parva, porque afinal, nada daquilo me parece credível e dou dinheiro como se não tivesse mais nada onde o gastar ou me pesasse nos bolsos.
Abro a pequena carteira de moedas e a primeira que apanho é uma de dois euros, é-me literalmente tirada da mão pela mulher que agradece pedindo mais um euro para que possa comer mais que uma sopa.... neste momento fico a olhar para a moeda de dois euros na mão dela e com a certeza, que ali e agora, era eu quem ia precisar de pedir dinheiro... fiz um gesto com a mão de que me vou embora e desejo boa sorte... ainda a ouvi pedir mais, e qualquer coisa como ...um frango com batatas fritas...
Quase que desato a correr, com a visão dos dois euros na mão dela, isto porque me lembrei-me de que estava apenas com a carteira de moedas sem saber ao certo quanto lá estava (não seria muito com certeza) e o meu carro estava no novo parque subterrâneo da rua onde me encontrava. Tentei calcular o quanto me custaria a hora e meia, mais coisa menos coisa que ali esteve estacionado, e se eu não tivesse dinheiro suficiente? Será que tinha que pedir na rua para sair dali ou ia pedir os dois euros de volta emprestados? Senti-me parva.
O parque custou-me 1,80 euros. Fiquei com 12 cêntimos na carteira. Menos mal, não tomei café mas espero que alguém tenha comido a sopinha toda.
Honestamente, já me estava a imaginar a pedir dinheiro ao guarda do parque para poder sair dali. E provavelmente cheia de vergonha e com uma história pouco credível.
Hoje, à porta do supermercado estavam a fazer um peditório para qualquer coisa, pensei - não, não, não... passei sem me pedirem nada. Sorri. Repararam e retribuiram.
A tarde corria como programada. Depois de uma reunião mais prolongada e aborrecida do que o esperado, saio para a rua em plena Júlio Dinis, chovia copiosamente e sem guarda chuva, abrigo-me encostada ao prédio. Sou abordada por uma mulher que me pede dinheiro para comer uma sopa; quem me conhece sabe que dou quase sempre, questiono para que é, como se isso me desse a certeza de que é mesmo para uma boa causa, faz-me sentir parva, porque afinal, nada daquilo me parece credível e dou dinheiro como se não tivesse mais nada onde o gastar ou me pesasse nos bolsos.
Abro a pequena carteira de moedas e a primeira que apanho é uma de dois euros, é-me literalmente tirada da mão pela mulher que agradece pedindo mais um euro para que possa comer mais que uma sopa.... neste momento fico a olhar para a moeda de dois euros na mão dela e com a certeza, que ali e agora, era eu quem ia precisar de pedir dinheiro... fiz um gesto com a mão de que me vou embora e desejo boa sorte... ainda a ouvi pedir mais, e qualquer coisa como ...um frango com batatas fritas...
Quase que desato a correr, com a visão dos dois euros na mão dela, isto porque me lembrei-me de que estava apenas com a carteira de moedas sem saber ao certo quanto lá estava (não seria muito com certeza) e o meu carro estava no novo parque subterrâneo da rua onde me encontrava. Tentei calcular o quanto me custaria a hora e meia, mais coisa menos coisa que ali esteve estacionado, e se eu não tivesse dinheiro suficiente? Será que tinha que pedir na rua para sair dali ou ia pedir os dois euros de volta emprestados? Senti-me parva.
O parque custou-me 1,80 euros. Fiquei com 12 cêntimos na carteira. Menos mal, não tomei café mas espero que alguém tenha comido a sopinha toda.
Honestamente, já me estava a imaginar a pedir dinheiro ao guarda do parque para poder sair dali. E provavelmente cheia de vergonha e com uma história pouco credível.
Hoje, à porta do supermercado estavam a fazer um peditório para qualquer coisa, pensei - não, não, não... passei sem me pedirem nada. Sorri. Repararam e retribuiram.
20 outubro 2009
coisa alguma e não, coisa nenhuma.
A tristeza sempre me provocou emudecimento.
Já o silêncio, não me provoca, necessariamente, tristeza alguma.
Já o silêncio, não me provoca, necessariamente, tristeza alguma.
19 outubro 2009
dia
Hoje custou-me acordar, custou-me levantar.
Não me recordo de uma manhã assim. Senti frio. Não me apetecia de todo sair para lado nenhum.
Repito o mesmo ritual de sempre. Sempre a mesma chávena de café. Sentada em frente à mesma janela.
Não me ajudou nada imaginar que dentro em breve vou ter vizinhos no prédio novo em frente. Nunca tive vizinhos com janelas para as minhas. E logo eu, que não fecho uma única pressiana em altura nenhuma em hora alguma.
Antes de entrar no duche olho-me ao espelho e o meu rosto parecia acordado há três dias - o que é uma perfeita mentira, o fim de semana foi de uma tranquilidade programada como não tinha há muito.
Demorei mais tempo que o normal debaixo de água. Demorei demasiado tempo a enfiar-me numa roupa que me aconchegasse. E o tempo dizia-me que já estava atrasada para o primeiro compromisso da manhã.
Foi começar a trabalhar e também não me recordo de um dia de trabalho ter corrido tão bem.
Não me recordo de uma manhã assim. Senti frio. Não me apetecia de todo sair para lado nenhum.
Repito o mesmo ritual de sempre. Sempre a mesma chávena de café. Sentada em frente à mesma janela.
Não me ajudou nada imaginar que dentro em breve vou ter vizinhos no prédio novo em frente. Nunca tive vizinhos com janelas para as minhas. E logo eu, que não fecho uma única pressiana em altura nenhuma em hora alguma.
Antes de entrar no duche olho-me ao espelho e o meu rosto parecia acordado há três dias - o que é uma perfeita mentira, o fim de semana foi de uma tranquilidade programada como não tinha há muito.
Demorei mais tempo que o normal debaixo de água. Demorei demasiado tempo a enfiar-me numa roupa que me aconchegasse. E o tempo dizia-me que já estava atrasada para o primeiro compromisso da manhã.
Foi começar a trabalhar e também não me recordo de um dia de trabalho ter corrido tão bem.
12 outubro 2009
Fiambre da perna extra
Este também cá canta.
Diferente mas muito do meu agrado.
(17 de Outubro, 23:30h, no Tertúlia Castelense - na Maia)
Muito bom
MUITO BOM.
Grande estreia, hoje, no meu leitor de cd.
(Dia 24 de Outubro, 21:30h, no Teatro Municipal de Estarreja)
Grande estreia, hoje, no meu leitor de cd.
(Dia 24 de Outubro, 21:30h, no Teatro Municipal de Estarreja)
30 setembro 2009
da violentíssima sensibilidade
- arranjei namorada
- ai sim! (a-r-r-a-n-j-e-i !!!! tipo arranjei um par de almofadas nos saldos!!!)
- e tu?
- eu não. (mas faço origami nos tempos livres).
- ai sim! (a-r-r-a-n-j-e-i !!!! tipo arranjei um par de almofadas nos saldos!!!)
- e tu?
- eu não. (mas faço origami nos tempos livres).
em frente, que atrás vem gente
Para ver
Para dar
Para estar
Para ter
Para ir
Pra ouvir
Pra sorrir e entrar
Para rir
Pra voltar
A tentar
Pra sentir
E mudar
Pra voltar a cair
Para me levantar
Para nunca mais tentar
Mentir
Pra crescer
Para amar
Para ser
O lugar
Pra viver
E gostar
De gostar
De viver
Pra fugir
Pra mostrar
Pra dizer
Pra ter paz
Pra dormir
Pra fingir acordar
Para ser
Derramar
Para nunca mais tentar
Mentir
Para Nunca Mais Mentir - Ornatos Violeta
Para dar
Para estar
Para ter
Para ir
Pra ouvir
Pra sorrir e entrar
Para rir
Pra voltar
A tentar
Pra sentir
E mudar
Pra voltar a cair
Para me levantar
Para nunca mais tentar
Mentir
Pra crescer
Para amar
Para ser
O lugar
Pra viver
E gostar
De gostar
De viver
Pra fugir
Pra mostrar
Pra dizer
Pra ter paz
Pra dormir
Pra fingir acordar
Para ser
Derramar
Para nunca mais tentar
Mentir
Para Nunca Mais Mentir - Ornatos Violeta
amar e engomar
Nestas conversas banais sobre direitos iguais entre homens e mulheres, gosto sempre de sublinhar as vontades iguais.
Vontades sem prejuizo.
Vontades apenas.
Ainda é dificíl fazer entender, a esses seres que se dizem "homens muito à frente", no exacto momento em que exemplifico a questão das vontades iguais, e nos demonstram que afinal estão é muito lá atrás.
Perguntava eu:
Se no final do dia de trabalho eu for para uma esplanada com umas amigas beber umas cervejolas e comer uns tremoços, isso é o quê?
Excesso de testosterona?
Se eu me recusar a passar cuecas e camisas que não as minhas, isso é o quê?
Uma má mulher?
Fim de conversa:
Da próxima vez que estiverem com a mãezinha, beijem-na, abracem-na. Agradeçam. E digam que já não se fazem mulheres como antigamente.
Vontades sem prejuizo.
Vontades apenas.
Ainda é dificíl fazer entender, a esses seres que se dizem "homens muito à frente", no exacto momento em que exemplifico a questão das vontades iguais, e nos demonstram que afinal estão é muito lá atrás.
Perguntava eu:
Se no final do dia de trabalho eu for para uma esplanada com umas amigas beber umas cervejolas e comer uns tremoços, isso é o quê?
Excesso de testosterona?
Se eu me recusar a passar cuecas e camisas que não as minhas, isso é o quê?
Uma má mulher?
Fim de conversa:
Da próxima vez que estiverem com a mãezinha, beijem-na, abracem-na. Agradeçam. E digam que já não se fazem mulheres como antigamente.
da escrita
Escrevemos como se fosse ou escrevemos como se é.
Escrevemos palavras que até parecem dizer coisas.
Silêncio.
Escrevemos palavras que até parecem dizer coisas.
Silêncio.
da dita
Dessa percepção condicionada pelo que queremos e desejamos.
O que se diz não é necessáriamente o que se ouve.
O que se quer dizer não é necessáriamente o que se diz.
Silêncio.
24 setembro 2009
24 setembro
Fiquei com uma leve impressão de que, deveria ter dito adeus*, em vez de Parabéns. Estranho. Vou tentar não me enganar novamente, sim.
E já agora, Muitos Parabéns
e adeus, sim.
* a pedido. prometo.
E já agora, Muitos Parabéns
e adeus, sim.
* a pedido. prometo.
23 setembro 2009
Hoje como quem diz, dia 9 ou 10
Já não há bilhetes para o concerto Amália Hoje dia 9 no Coliseu do Porto. Impressionante. Ele foi um desenrolar de críticas como se não houvesse amanhã para os Hoje. Vejo duas hipóteses, ou afinal falaram mal mas gostaram muito e até vão ao concerto mas disfarçados ou, vão para depois poderem falar mal. E os que gostavam mesmo de ver e ouvir ficam de fora. Obrigada, sim!
Bem, já tenho a informação que preciso para um outro em Vila do Conde no Teatro Municipal, dia 10. Os bilhetes ainda nem sequer estão à venda, o que dá alguma esperança.
Bem, já tenho a informação que preciso para um outro em Vila do Conde no Teatro Municipal, dia 10. Os bilhetes ainda nem sequer estão à venda, o que dá alguma esperança.
11 setembro 2009
09 setembro 2009
vampirizar

Vampirizar. É o tema desta semana no programa "5 para a Meia-Noite" que dá na RTP2 todos os dias lá para a meia noite e meia.
Ontem, com o apresentador Alvim, um dos convidados era o Prof. Alexandrino (o do firme e hirto), sim, aquele que é uma espécie de bruxo. Aquela loucura aparente e ridicularia descarada parece-me um perfeito disfarce à consciência e gozo do estar na vida.
" acreditar nos outros é dar-lhes um espaço lúdico... quanto mais se acredita, maior o espaço, maior pode ser o abuso.."
"nos países onde o povo é mais crente, são consequentemente os países onde o povo é mais pobre"
"acreditar sem concretizar não traz resultados"
Ontem, com o apresentador Alvim, um dos convidados era o Prof. Alexandrino (o do firme e hirto), sim, aquele que é uma espécie de bruxo. Aquela loucura aparente e ridicularia descarada parece-me um perfeito disfarce à consciência e gozo do estar na vida.
" acreditar nos outros é dar-lhes um espaço lúdico... quanto mais se acredita, maior o espaço, maior pode ser o abuso.."
"nos países onde o povo é mais crente, são consequentemente os países onde o povo é mais pobre"
"acreditar sem concretizar não traz resultados"
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