Cheguei a casa como se carregasse mais dez quilos em cima de cada perna.
Consigo arrastar-me até ao sofá e ali fico, espalmada. Entre chamadas que não deveriam ter sido atendidas e o desconforto da roupa de trabalho, adormeci.
Acordei com o mugido de uma vaca. Juro. Foi o que achei. Não era.
Já alguém ouviu uma vuvuzela tresloucada nas mão de um miúdo de 6 anos?
Exactamente o mesmo som do mugido de uma vaca tresloucada com a mesma idade.
Ali na varada do prédio em frente. Um miúdo e uma vuvuzela. Não a vaca.
26 maio 2010
27 abril 2010
26 março 2010
parentes e aderentes
Gosto de panelas e frigideiras anti-aderentes. De pessoas nem por isso. Gosto das com um fundinho que nos “agarre”.
16 março 2010
Leituras
Ele há palavras dos outros que, com muito mais jeito, escrevem o que pensamos.
Pensei em encurtar um pouco este artigo, mas não merece.
Já não sei quantas páginas de jornais e revistas se publicaram sobre "Lua Nova", adaptação para cinema do livro com o mesmo título de Stephanie Meyer. Queria contá-las mas a minha filha de onze anos deitou-as para o lixo, vociferando contra a imprensa portuguesa. Enquanto procedia a essa limpeza, a garota perguntava: "Se os livros e o filme são tão maus como todos escrevem, para que gastam tanto espaço com eles?". A pergunta pareceu-me oportuna. Preferi não lhe responder a verdade ("porque vendem"), dado que gostaria que ela não desistisse já de ler jornais e de acreditar que o jornalismo é um serviço público, em vez de uma sucursal de vendas dos Hollywoods. Também não lhe fez mal nenhum acreditar no Pai Natal durante seis anos. Tenho esta ideia de que quanto mais acreditarmos nas coisas e nas pessoas mais felizes seremos e mais sonhos conseguiremos realizar. É uma ideia com a qual não me tenho dado mal. Várias almas bem intencionadas têm tentado convencer-me, ao longo dos anos, e às vezes por ínvios caminhos, que um bocado mais de cepticismo ou, pelo menos, uma dose de hipocrisia com uns fumos de cansaço existencial me seria útil. Sei que até têm razão - mas a alegria de me erguer mil vezes, com a voz e a liberdade intactas, dos escombros das esperanças perdidas, não há utilidade que a pague. É essa mensagem que procuro passar aos que crescem à minha volta.
Na minha arreigada ingenuidade, acredito que os jornais servem para interrogar a realidade. Por isso estranho que ninguém queira perceber o que há neste universo de "Crepúsculo" (o primeiro livro e filme da saga) que tanto excita os adolescentes. Não, não são apenas, nem particularmente, os vampiros ou os lobisomens. As meninas estão fascinadas por Edward Cullen, não por ser vampiro, mas por ser um rapaz diferente dos rapazes que elas conhecem. Um rapaz belíssimo, de 17 anos, que tem um homem de 109 anos dentro de si, isto é: um homem que não confunde amor com sexo. Melhor ainda: um homem que sabe imediatamente o que é o amor, quando o encontra. Um homem que sabe o que quer, em vez de se resignar a saber apenas o que pode. O contrário do protagonista de "A Fera na Selva", de Henry James, isto é: o contrário do ser humano do sexo masculino, tal como o conhecemos: perdido na sua própria vaidade, assustado com a capacidade estereofónica das mulheres, apavorado com a ideia de perder o controlo e de se entregar, agarrado às suas rotinas securizantes e aos instintos do seu apêndice sexual, ou à necessidade de se mostrar o maior garanhão da sua paróquia. A razão pela qual as mulheres crescem a sonhar com vampiros ou lobisomens é simples: em geral, os homens, por si só, são pouco surpreendentes. Não têm mistério. Repetem-se muito. São previsíveis como uma decepção. Vou ser boazinha e acreditar que a culpa não é deles, é da educação marialva ainda em vigor. Aliás, fui educada para ser boazinha e acreditar que, com paciência, os homens mudam. Perdi a paciência há muitos anos, mas organizei-me para não perder a bondade, que é uma forma de esperança, por motivos egoístas.
Não é verdade que, como tanto se tem escrito, Bella Swan, a protagonista da saga, seja um modelo de passividade. Ela salva a vida ao próprio vampiro. A história é explicitamente inspirada no Romeu e Julieta de Shakespeare, abundantemente citado. Nos tempos que correm, é uma felicidade encontrar uma citação verdadeira, isto é, com aspas: anda meio mundo a enganar outro meio com frases tiradas dos clássicos, sem qualquer referência à fonte. Chamava-se a isto roubo; agora chama-se, caso seja descoberto, contaminação, colagem, arte, pós-modernismo ou coisa que o valha. É a liquidez para a qual nos alerta incessantemente Zygmunt Baumant. Uma liquidez que resulta da embriaguez pelo sucesso. Acusa-se Stephanie Meyer de 'puritanismo' porque o sexo entre o par apaixonado é constantemente adiado - embora a menina se esforce muito por trazer o vampiro para os seus lençóis (ele não tem cama, porque não dorme). Aprecio esta assumpção do desejo feminino, tão rara nos filmes e livros para jovens. Pergunta-me a minha filha: "Porque é que têm sempre que escrever 'a escritora mormon' quando falam de Stephanie Meyer? Ninguém escreve 'o escritor ateu José Saramago' ou 'a escritora cristã fulana', pois não?". Pouco importa. Depois de Shakespeare, a minha filha quer ler "O Monte dos Vendavais", por recomendação dos vampiros. Não é a mordidela, mas o bater do sangue.
Inês Pedrosa in Expresso
PS. Minha cara amiga M. não tenho qualquer espécie de vergonha em dizer que estou a ler a saga completa. E sim, vou-te comprar os quatro volumes em português.
Pensei em encurtar um pouco este artigo, mas não merece.
Já não sei quantas páginas de jornais e revistas se publicaram sobre "Lua Nova", adaptação para cinema do livro com o mesmo título de Stephanie Meyer. Queria contá-las mas a minha filha de onze anos deitou-as para o lixo, vociferando contra a imprensa portuguesa. Enquanto procedia a essa limpeza, a garota perguntava: "Se os livros e o filme são tão maus como todos escrevem, para que gastam tanto espaço com eles?". A pergunta pareceu-me oportuna. Preferi não lhe responder a verdade ("porque vendem"), dado que gostaria que ela não desistisse já de ler jornais e de acreditar que o jornalismo é um serviço público, em vez de uma sucursal de vendas dos Hollywoods. Também não lhe fez mal nenhum acreditar no Pai Natal durante seis anos. Tenho esta ideia de que quanto mais acreditarmos nas coisas e nas pessoas mais felizes seremos e mais sonhos conseguiremos realizar. É uma ideia com a qual não me tenho dado mal. Várias almas bem intencionadas têm tentado convencer-me, ao longo dos anos, e às vezes por ínvios caminhos, que um bocado mais de cepticismo ou, pelo menos, uma dose de hipocrisia com uns fumos de cansaço existencial me seria útil. Sei que até têm razão - mas a alegria de me erguer mil vezes, com a voz e a liberdade intactas, dos escombros das esperanças perdidas, não há utilidade que a pague. É essa mensagem que procuro passar aos que crescem à minha volta.
Na minha arreigada ingenuidade, acredito que os jornais servem para interrogar a realidade. Por isso estranho que ninguém queira perceber o que há neste universo de "Crepúsculo" (o primeiro livro e filme da saga) que tanto excita os adolescentes. Não, não são apenas, nem particularmente, os vampiros ou os lobisomens. As meninas estão fascinadas por Edward Cullen, não por ser vampiro, mas por ser um rapaz diferente dos rapazes que elas conhecem. Um rapaz belíssimo, de 17 anos, que tem um homem de 109 anos dentro de si, isto é: um homem que não confunde amor com sexo. Melhor ainda: um homem que sabe imediatamente o que é o amor, quando o encontra. Um homem que sabe o que quer, em vez de se resignar a saber apenas o que pode. O contrário do protagonista de "A Fera na Selva", de Henry James, isto é: o contrário do ser humano do sexo masculino, tal como o conhecemos: perdido na sua própria vaidade, assustado com a capacidade estereofónica das mulheres, apavorado com a ideia de perder o controlo e de se entregar, agarrado às suas rotinas securizantes e aos instintos do seu apêndice sexual, ou à necessidade de se mostrar o maior garanhão da sua paróquia. A razão pela qual as mulheres crescem a sonhar com vampiros ou lobisomens é simples: em geral, os homens, por si só, são pouco surpreendentes. Não têm mistério. Repetem-se muito. São previsíveis como uma decepção. Vou ser boazinha e acreditar que a culpa não é deles, é da educação marialva ainda em vigor. Aliás, fui educada para ser boazinha e acreditar que, com paciência, os homens mudam. Perdi a paciência há muitos anos, mas organizei-me para não perder a bondade, que é uma forma de esperança, por motivos egoístas.
Não é verdade que, como tanto se tem escrito, Bella Swan, a protagonista da saga, seja um modelo de passividade. Ela salva a vida ao próprio vampiro. A história é explicitamente inspirada no Romeu e Julieta de Shakespeare, abundantemente citado. Nos tempos que correm, é uma felicidade encontrar uma citação verdadeira, isto é, com aspas: anda meio mundo a enganar outro meio com frases tiradas dos clássicos, sem qualquer referência à fonte. Chamava-se a isto roubo; agora chama-se, caso seja descoberto, contaminação, colagem, arte, pós-modernismo ou coisa que o valha. É a liquidez para a qual nos alerta incessantemente Zygmunt Baumant. Uma liquidez que resulta da embriaguez pelo sucesso. Acusa-se Stephanie Meyer de 'puritanismo' porque o sexo entre o par apaixonado é constantemente adiado - embora a menina se esforce muito por trazer o vampiro para os seus lençóis (ele não tem cama, porque não dorme). Aprecio esta assumpção do desejo feminino, tão rara nos filmes e livros para jovens. Pergunta-me a minha filha: "Porque é que têm sempre que escrever 'a escritora mormon' quando falam de Stephanie Meyer? Ninguém escreve 'o escritor ateu José Saramago' ou 'a escritora cristã fulana', pois não?". Pouco importa. Depois de Shakespeare, a minha filha quer ler "O Monte dos Vendavais", por recomendação dos vampiros. Não é a mordidela, mas o bater do sangue.
Inês Pedrosa in Expresso
PS. Minha cara amiga M. não tenho qualquer espécie de vergonha em dizer que estou a ler a saga completa. E sim, vou-te comprar os quatro volumes em português.
08 março 2010
24 fevereiro 2010
já não de fazem inimigos como antigamente
Os meus inimigos são cobardes.
Gostava que os meus inimigos fossem nobres de tal nome e função.
Daqueles que escolhem armas, padrinhos, marcam data e hora para o duelo.
Mas os meus inimigos são apenas cobardes.
Gostava que os meus inimigos fossem nobres de tal nome e função.
Daqueles que escolhem armas, padrinhos, marcam data e hora para o duelo.
Mas os meus inimigos são apenas cobardes.
11 fevereiro 2010
Em escuta no carro.
Passei a tarde a ouvir o novo albúm dos Massive Attack. Apercebo-me de como me faz carregar um pouco mais no pedal do lado direito. Velocidade, é o que me provoca esta música.
Imaginei onde poderia ouvir esta música e aproveitar o efeito. Na prática de jogging. Era ver-me fugir desalmadamente e a deixar um rasto de poeira para trás. Esquece.
Passei a tarde a ouvir o novo albúm dos Massive Attack. Apercebo-me de como me faz carregar um pouco mais no pedal do lado direito. Velocidade, é o que me provoca esta música.
Imaginei onde poderia ouvir esta música e aproveitar o efeito. Na prática de jogging. Era ver-me fugir desalmadamente e a deixar um rasto de poeira para trás. Esquece.
Planeamento, gestão de espaço, logística e terra fértil.
Quando eu morrer quero/gostava de ser cremada - como se, depois de morta, podesse decidir, querer ou gostar de alguma coisa.
Mas detesto a ideia da bicharada a aproximar-se de mim sem eu poder gritar.
Não quero ninguém no meu funeral. É uma perfeita e mórbida perda de tempo. Não mandem flores.
Quero gente por perto em vida. Gosto que me visitem, mesmo sem avisar, que fiquem para jantar, que encham a casa e ocupem os espaços onde normalmente há bancos cadeira e sofás vazios.
Mas apareçam em vida.
Adoro receber flores, não necessáriamente naqueles arranjos manhosos e cheios de aparato, podem ser em vaso, um ramo desordenado, uma ou duas flores, até de "gestas floridas" se dadas com gosto e porque aprecio, muito.
Mas ofereçam em vida.
Mandem espalhar as minhas cinzas num olival - aquele em Santo André, sempre quis lá morar.
Não me venham dizer que isto é mórbido.
Falar da morte em vida é bom.
Falar da vida já "morto" é que nem por isso.
Mas detesto a ideia da bicharada a aproximar-se de mim sem eu poder gritar.
Não quero ninguém no meu funeral. É uma perfeita e mórbida perda de tempo. Não mandem flores.
Quero gente por perto em vida. Gosto que me visitem, mesmo sem avisar, que fiquem para jantar, que encham a casa e ocupem os espaços onde normalmente há bancos cadeira e sofás vazios.
Mas apareçam em vida.
Adoro receber flores, não necessáriamente naqueles arranjos manhosos e cheios de aparato, podem ser em vaso, um ramo desordenado, uma ou duas flores, até de "gestas floridas" se dadas com gosto e porque aprecio, muito.
Mas ofereçam em vida.
Mandem espalhar as minhas cinzas num olival - aquele em Santo André, sempre quis lá morar.
Não me venham dizer que isto é mórbido.
Falar da morte em vida é bom.
Falar da vida já "morto" é que nem por isso.
31 janeiro 2010
Desejos
Desejo
Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim
Mas se for, saiba ser sem se desesperar
Desejo também que tenha amigos
Que mesmo maus e inconseqüentes
Sejam corajosos e fiéis
E que pelo menos em um deles
Você possa confiar sem duvidar
E porque a vida é assim
Desejo ainda que você tenha inimigos
Nem muitos, nem poucos
Mas na medida exata para que
Algumas vezes você se interpele
A respeito de suas próprias certezas.
E que entre eles
Haja pelo menos um que seja justo
Desejo depois, que você seja útil
Mas não insubstituível
E que nos maus momentos
Quando não restar mais nada
Essa utilidade seja suficiente
Para manter você de pé.
Desejo ainda que você seja tolerante
Não com os que erram pouco
Porque isso é fácil
Mas com os que erram muito e irremediavelmente
E que fazendo bom uso dessa tolerância
Você sirva de exemplo aos outros
Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais
E que sendo maduro
Não insista em rejuvenescer
E que sendo velho
Não se dedique ao desespero
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor
Desejo, por sinal, que você seja triste
Não o ano todo, mas apenas um dia
Mas que nesse dia
Descubra que o riso diário é bom
O riso habitual é insosso
E o riso constante é insano.
Desejo que você descubra
Com o máximo de urgência
Acima e a respeito de tudo
Que existem oprimidos, injustiçados e infelizes
E que estão bem à sua volta
Desejo ainda
Que você afague um gato, alimente um cuco
E ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque assim, você se sentirá bem por nada
Desejo também
Que você plante uma semente, por menor que seja
E acompanhe o seu crescimento
Para que você saiba
De quantas muitas vidas é feita uma árvore
Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro
Porque é preciso ser prático
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele na sua frente e diga:
"Isso é meu"
Só para que fique bem claro
Quem é o dono de quem
Desejo também
Que nenhum de seus afetos morra
Por eles e por você
Mas que se morrer
Você possa chorar sem se lamentar
E sofrer sem se culpar
Desejo por fim
Que você sendo homem, tenha uma boa mulher
E que sendo mulher, tenha um bom homem
Que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes
E quando estiverem exaustos e sorridentes
Ainda haja amor pra recomeçar
E se tudo isso acontecer
Não tenho mais nada a lhe desejar
Victor Hugo
Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim
Mas se for, saiba ser sem se desesperar
Desejo também que tenha amigos
Que mesmo maus e inconseqüentes
Sejam corajosos e fiéis
E que pelo menos em um deles
Você possa confiar sem duvidar
E porque a vida é assim
Desejo ainda que você tenha inimigos
Nem muitos, nem poucos
Mas na medida exata para que
Algumas vezes você se interpele
A respeito de suas próprias certezas.
E que entre eles
Haja pelo menos um que seja justo
Desejo depois, que você seja útil
Mas não insubstituível
E que nos maus momentos
Quando não restar mais nada
Essa utilidade seja suficiente
Para manter você de pé.
Desejo ainda que você seja tolerante
Não com os que erram pouco
Porque isso é fácil
Mas com os que erram muito e irremediavelmente
E que fazendo bom uso dessa tolerância
Você sirva de exemplo aos outros
Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais
E que sendo maduro
Não insista em rejuvenescer
E que sendo velho
Não se dedique ao desespero
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor
Desejo, por sinal, que você seja triste
Não o ano todo, mas apenas um dia
Mas que nesse dia
Descubra que o riso diário é bom
O riso habitual é insosso
E o riso constante é insano.
Desejo que você descubra
Com o máximo de urgência
Acima e a respeito de tudo
Que existem oprimidos, injustiçados e infelizes
E que estão bem à sua volta
Desejo ainda
Que você afague um gato, alimente um cuco
E ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque assim, você se sentirá bem por nada
Desejo também
Que você plante uma semente, por menor que seja
E acompanhe o seu crescimento
Para que você saiba
De quantas muitas vidas é feita uma árvore
Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro
Porque é preciso ser prático
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele na sua frente e diga:
"Isso é meu"
Só para que fique bem claro
Quem é o dono de quem
Desejo também
Que nenhum de seus afetos morra
Por eles e por você
Mas que se morrer
Você possa chorar sem se lamentar
E sofrer sem se culpar
Desejo por fim
Que você sendo homem, tenha uma boa mulher
E que sendo mulher, tenha um bom homem
Que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes
E quando estiverem exaustos e sorridentes
Ainda haja amor pra recomeçar
E se tudo isso acontecer
Não tenho mais nada a lhe desejar
Victor Hugo
20 janeiro 2010
em surdina
O "blog" está com uma crise de planeamento, organização e tomada de decisões.
Só os patetas não têm destas crises. Isso "consola-o" bastante.
Só os patetas não têm destas crises. Isso "consola-o" bastante.
06 janeiro 2010
trapos
Arrumar o meu guarda vestidos é como ir aos saldos.
Estava uma grande confusão.
Encontrei coisas que sempre quis ter e que me fazem falta.
Estava uma grande confusão.
Encontrei coisas que sempre quis ter e que me fazem falta.
xaninha
E se eu tivesse que desejar alguma coisa muito boa, àqueles que não têm a família por perto, então, eu desejo-vos um irmã igual à minha. Toda a gente deveria ter uma irmã igual à minha. Era bem mais fácil, bater à porta de alguém e pedir a irmã mais velha emprestada.
prenúncios
Ano Velho.
Os últimos dias do ano de 2009 foram "dias nervosos", porque não me podia esquecer de nada, porque tinha uma penosa viagem para fazer, porque ainda não sabia onde me apetecia ficar e até quando.
Fim.
Ano Novo.
Quero crer que, a forma como iniciamos o ano pode ser um prenúncio do que aí vem.
Comemos passas só porque sim. Não houve desejos.
Brindámos, bebemos e partimos os copos. Brindámos, bebemos e voltamos a partir os copos.
Dancei quatro horas seguidas.
Fui para casa às 9 da manhã.
Quase que me apaixonei.
Mas estava cansada, cheia de frio e fui-me deitar.
Os últimos dias do ano de 2009 foram "dias nervosos", porque não me podia esquecer de nada, porque tinha uma penosa viagem para fazer, porque ainda não sabia onde me apetecia ficar e até quando.
Fim.
Ano Novo.
Quero crer que, a forma como iniciamos o ano pode ser um prenúncio do que aí vem.
Comemos passas só porque sim. Não houve desejos.
Brindámos, bebemos e partimos os copos. Brindámos, bebemos e voltamos a partir os copos.
Dancei quatro horas seguidas.
Fui para casa às 9 da manhã.
Quase que me apaixonei.
Mas estava cansada, cheia de frio e fui-me deitar.
22 dezembro 2009
Bom Natal
Acabadinho de chegar à caixa de correio. Fez-me rir. Isto é puro Natal.
(OBRIGADA. Estava a precisar de algo muito bom para os desejos de Natal)
Assim, daqui da minha poltrona (vá,cadeira de baloiço comprada no Ikea), dum lado uma grande chávena de café, do outro, uma caixa de chocolates daqueles que aparecem na tv em que o último é disputado por um jovem casal (aqui ninguém disputa nada, sou menina para comer o primeiro e o último, ainda antes que os restantes se queixem). Ora, assim sendo, do alto da minha poltrona: desejo um Natal quentinho de tudo a todos.
(OBRIGADA. Estava a precisar de algo muito bom para os desejos de Natal)
Assim, daqui da minha poltrona (vá,cadeira de baloiço comprada no Ikea), dum lado uma grande chávena de café, do outro, uma caixa de chocolates daqueles que aparecem na tv em que o último é disputado por um jovem casal (aqui ninguém disputa nada, sou menina para comer o primeiro e o último, ainda antes que os restantes se queixem). Ora, assim sendo, do alto da minha poltrona: desejo um Natal quentinho de tudo a todos.
20 dezembro 2009
politeness
Eu também tenho um favorito nos Ídolos.
Oh, se tenho!
É o Laurent Filipe.
Ah! Não canta!?
(en)Canta, (en)canta...
e que polidez.
Oh, se tenho!
É o Laurent Filipe.
Ah! Não canta!?
(en)Canta, (en)canta...
e que polidez.
13 dezembro 2009
Despedidas
Não consigo perceber o conceito do jantar e festa de despedida de solteira.
A começar mesmo pela "despedida", despedem-se exactamente de quê? (Que não seja da ilusão, digo eu).
Depois a jantarada, as prendinhas de um gosto e funcionalidade ou mesmo objectivo duvidoso ou inútil.
Mas despedem-se de quê?
Será da liberdade, da família, dos amigos, das noitadas, dos tempos livres, da beleza e das horas de sono, das unhas com verniz, dos vestidos curtos....?
Tenho a certeza que tem muito mais sentido a despedida de casada, há seguramente muito mais para "se despedir".
Digo eu, que não percebo nada do assunto, e gosto tanto de falar do que não sei.
A começar mesmo pela "despedida", despedem-se exactamente de quê? (Que não seja da ilusão, digo eu).
Depois a jantarada, as prendinhas de um gosto e funcionalidade ou mesmo objectivo duvidoso ou inútil.
Mas despedem-se de quê?
Será da liberdade, da família, dos amigos, das noitadas, dos tempos livres, da beleza e das horas de sono, das unhas com verniz, dos vestidos curtos....?
Tenho a certeza que tem muito mais sentido a despedida de casada, há seguramente muito mais para "se despedir".
Digo eu, que não percebo nada do assunto, e gosto tanto de falar do que não sei.
Aquece-me o ouvido
Gosto de músicas de Natal, versões ou originais tanto me dá. Com a excepção do Coro de Santo Amaro de Oeiras (gosto de criancinhas, mas não a cantar). Sou menina para, em pleno mês de Maio ou Agosto, tanto faz, limpar o pó a um dos Cds de música de Natal e ouvir à força toda.
Gosto muito de músicas de Natal.
Sem me querer repetir. Gosto mesmo de músicas de Natal.
Gosto muito de músicas de Natal.
Sem me querer repetir. Gosto mesmo de músicas de Natal.
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